Em 2024, um estudo da Veterinary Virtual Care Association (VVCA) analisou mais de dois milhões de registros clínicos e cerca de 500 mil interações digitais, apontando um crescimento acelerado da telemedicina veterinária em países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.
Essa prática vem se consolidando globalmente como uma inovação importante na saúde animal, especialmente em áreas de difícil acesso. Apesar dos desafios relacionados à regulamentação e à formação profissional, a telemedicina veterinária tem se mostrado uma alternativa viável ao atendimento tradicional, ampliando o alcance dos serviços veterinários.
Consultas com veterinários
A pesquisa revela que a telemedicina tem transformado profundamente a prestação dos serviços veterinários, facilitando o acesso a especialistas, aumentando a eficiência no uso dos recursos e trazendo mais modernidade à interação entre profissionais e tutores.
O estudo também destaca que a maioria das consultas virtuais foi motivada por sintomas recentes, em vez de condições crônicas. As queixas mais frequentes reportadas aos veterinários pelos tutores envolvem principalmente problemas gastrointestinais — a mais comum em todos os países analisados —, seguidos por questões dermatológicas, musculares, urinárias e respiratórias.
Telemedicina animal
Entre os principais benefícios da telemedicina veterinária destaca-se a eliminação de barreiras geográficas, financeiras e logísticas que tradicionalmente dificultam o acesso a cuidados especializados. Esse formato de atendimento remoto é especialmente valioso para tutores que residem em regiões afastadas, rurais ou que possuem mobilidade limitada, proporcionando a possibilidade de receber orientações profissionais qualificadas sem a necessidade de deslocamento até uma clínica veterinária, o que também pode representar economia de tempo e recursos.
Entretanto, o relatório também evidencia que persiste certo grau de resistência entre parte dos profissionais da área veterinária, motivada principalmente pela carência de diretrizes regulatórias claras e pela inexistência de programas de formação específicos voltados para a prática da telemedicina. A VVCA ressalta que a telemedicina veterinária deve ser entendida como um complemento à prática clínica presencial, ampliando o alcance e a qualidade do cuidado animal, mas sem substituí-la.





