Apesar de o Brasil já ter sido amplamente reconhecido como referência mundial em vacinação, um levantamento divulgado nesta segunda-feira (14) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apresentou dados preocupantes sobre o cenário atual no país.
De acordo com os dados, em 2024, cerca de 229 mil crianças não receberam a primeira dose da vacina tríplice bacteriana (DTP), que protege contra difteria, tétano e coqueluche. Por conta disso, o Brasil retornou à lista dos 20 países com maior número de crianças não vacinadas.
Atualmente ocupando a 17ª posição, o país está em situação pior que nações como Mianmar, Costa do Marfim e Camarões, além de ser um dos únicos da América Latina no ranking, atrás apenas do México. Confira a lista completa:
- Nigéria
- Índia
- Sudão
- República Democrática do Congo
- Etiópia
- Indonésia
- Iêmen
- Afeganistão
- Angola
- Paquistão
- México
- Filipinas
- Tanzânia
- Madagascar
- África do Sul
- China
- Brasil
- Mianmar
- Costa do Marfim
- Camarões
Apesar dos resultados preocupantes, ainda há uma chance da situação ser revertida, uma vez que a cobertura geral da primeira dose da DTP tem apresentado sinais de recuperação no Brasil, retornando para cerca de 91% ainda no ano passado.
Motivos por trás da queda das taxas de vacinação
A queda nas taxas de vacinação tem sido associada a diversos fatores, que podem variar de acordo com cada país. Contudo, estas são apontadas como as principais causas:
- Influência de notícias falsas: as “fake news” distorcem dados, geram medo e comprometem a adesão à imunização;
- Dificuldades de acesso aos serviços de saúde: falta de unidades de vacinação próximas, horários de atendimento incompatíveis com a rotina de trabalho e a ausência de uma cobertura de saúde eficiente em muitos lugares também afeta as taxas de vacinação;
- Falta de informação: muitas pessoas temem reações adversas, acreditam que doenças já foram erradicadas ou nem mesmo tem conhecimento sobre o calendário nacional de vacinação;
- Problemas na gestão: falhas na organização e gestão dos programas de imunização resultam na falta de controle sobre a aplicação das doses e o desabastecimento de vacinas.






