O infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, ocorre quando o fluxo de sangue para o coração é interrompido, geralmente por um coágulo que bloqueia uma artéria coronária.
Essa interrupção pode causar danos graves ao músculo cardíaco e, se não tratada rapidamente, leva à morte. No Brasil, o problema afeta centenas de milhares de pessoas todos os anos — e, durante o inverno, o número de ocorrências dispara.
Inverno aumenta taxa de infartos em 30% e motivo é chocante
Estudos apontam que, nos meses mais frios, as taxas de infarto podem subir até 30% em relação ao restante do ano.
A combinação entre temperaturas baixas, mudanças no estilo de vida e fatores biológicos cria um cenário propício para que mais pessoas sofram ataques cardíacos entre junho e agosto.
Dados do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) mostram que, no Brasil, as internações por infarto crescem cerca de 12% no inverno. Mundialmente, o aumento chega a impressionantes 30%.
Essa elevação não é por acaso. O frio tem efeitos diretos sobre o corpo humano — principalmente sobre o sistema circulatório. Quando a temperatura cai, o organismo reage tentando preservar o calor interno.
Isso provoca a contração dos vasos sanguíneos, um processo conhecido como vasoconstrição, que pode elevar a pressão arterial e dificultar a circulação. Em pessoas com artérias já comprometidas por placas de gordura, o risco de obstrução se torna muito maior.
Além disso, o inverno favorece infecções respiratórias, como gripes e resfriados, que geram inflamações capazes de desestabilizar essas placas nas artérias, resultando em coágulos que podem causar o bloqueio do fluxo sanguíneo.
O risco se agrava ainda mais com a tendência de abandonar hábitos saudáveis durante o frio: o sedentarismo aumenta, o consumo de comidas gordurosas cresce e a ingestão de água diminui.
Como reduzir o risco de infarto no inverno?
Para reduzir o perigo, é essencial manter o corpo aquecido, evitando choques térmicos. Também é fundamental continuar praticando atividades físicas, mesmo que em ambientes fechados, manter uma alimentação balanceada e reforçar a hidratação.
O controle rigoroso de condições como pressão alta, diabetes e colesterol elevado faz parte da prevenção.
Para quem já tem histórico de doenças cardíacas, o acompanhamento médico regular e a adesão ao tratamento são indispensáveis.
O frio é apenas um fator a mais — mas um fator poderoso — na equação que pode culminar em um infarto. A boa notícia é que, com atenção e cuidados adequados, é possível evitar esse desfecho.






