Um adolescente de 17 anos foi apreendido pela Polícia Civil após protagonizar uma série de furtos milionários em condomínios de luxo espalhados por diferentes regiões do país.
Segundo as autoridades, ele é responsável por subtrair aproximadamente R$ 30 milhões em bens como joias, relógios, bolsas de grife e dinheiro vivo. Os crimes ocorreram em ao menos seis estados, e o jovem agia com astúcia e sofisticação, o que dificultava sua identificação imediata.
Adolescente de 17 anos furtou R$ 30 milhões invadindo condomínios
A investigação aponta que o adolescente vinha agindo de forma metódica e discreta, explorando falhas na segurança de prédios de alto padrão.
Para se infiltrar nesses locais, ele utilizava roupas de marca, mochilas caras e fones de ouvido — elementos que reforçavam a aparência de um morador comum.
Essa estratégia permitia que ele entrasse nos condomínios sem levantar suspeitas, muitas vezes simplesmente acompanhando moradores ao entrarem pelo portão ou acenando para a portaria como se já fosse conhecido no local.
Em algumas ocasiões, para aumentar o disfarce, o jovem utilizava perucas ou itens religiosos que reforçavam a aparência de visitante legítimo. Quando abordado por funcionários da segurança, usava o discurso intimidatório como ferramenta de persuasão.
Dizia, por exemplo, que seu pai era influente ou conhecido pelos donos do imóvel, e ameaçava causar a demissão dos porteiros que o confrontassem. Esse comportamento levou muitos profissionais a cederem e permitirem sua entrada.
Adolescente atuava em diversos estados
A atuação do adolescente não se limitava a São Paulo, onde a polícia acredita estar sediada a quadrilha da qual ele faz parte. Ele também realizou furtos no Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso, sempre com a mesma estratégia.
Em grande parte das ações, agia sozinho, embora haja indícios de que tenha contado com ajuda de cúmplices em algumas situações.
A apreensão ocorreu no dia 17 de junho. Na ocasião, a polícia descobriu que o jovem morava sozinho em um apartamento de alto padrão e utilizava um carro de luxo, o que condizia com o padrão de vida bancado pelos furtos.
Não era a primeira vez que ele se envolvia em crimes: aos 14 anos, já havia sido internado na Fundação Casa por arrombar um cofre. Após cumprir medida socioeducativa por quase dois anos, voltou a delinquir pouco tempo depois de ser liberado.






