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Cozinhas modernas estão trocando o micro-ondas por este aparelho

Por Leticia Florenço
15/06/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Micro-ondas - Reprodução/iStock

Micro-ondas - Reprodução/iStock

Durante muito tempo, existia um som inconfundível nas cozinhas brasileiras: o bip do micro-ondas. Ele era o símbolo da vida corrida, das refeições práticas e do jeito moderno de preparar comida com o mínimo de esforço.

Em poucos minutos, qualquer coisa saía quente, mesmo que não tão gostosa quanto deveria. E por décadas, aceitamos isso como o preço da pressa.

Mas a cozinha mudou. Silenciosamente, um outro som começou a dominar o ambiente doméstico: o leve zumbido da air fryer em funcionamento. Um ruído quase discreto, mas que representa uma transformação radical no modo como lidamos com a comida no dia a dia.

O que antes era só uma fritadeira sem óleo, usada para batatinhas e nuggets, virou um verdadeiro centro de preparo.

Quando o que era secundário se torna essencial

A chegada da air fryer foi, inicialmente, discreta. O marketing girava em torno da promessa de “fritar sem óleo”, uma ideia que parecia boa demais para ser verdade. Nos primeiros anos, ela era vista como um item complementar, interessante, sim, mas longe de substituir o micro-ondas ou o forno.

Só que as pessoas começaram a experimentar. E descobriram que dava para assar, gratinar, aquecer, descongelar, desidratar. A comida saía quente e crocante. O pão de queijo voltava a parecer recém-saído da padaria. A pizza requentada não virava uma borracha. O frango não ficava ressecado.

Tudo isso sem usar óleo. E sem abrir mão do sabor.

O fim da comida sem alma

Comer algo esquentado no micro-ondas sempre teve um preço: o da textura. Muitas vezes, era necessário escolher entre rapidez e qualidade. Requentar um prato ali significava abrir mão do frescor. O arroz ficava seco. A carne, dura. O queijo, plastificado. Mas era rápido, e isso bastava para muita gente.

A air fryer mudou essa lógica. Com a circulação de ar quente em 360 graus, ela aquece os alimentos de forma mais uniforme e natural. O calor envolve o alimento, em vez de agir por dentro para fora como no micro-ondas. Resultado? Textura, cor e sabor preservados. O mesmo prato que sairia desanimado do micro-ondas, na air fryer reaparece com vida.

Não é só sobre comer. É sobre sentir que você está comendo algo bom de novo.

Uma troca que não foi combinada, mas aconteceu

Ninguém precisou fazer campanha. A substituição não foi uma decisão coletiva, mas um fenômeno cotidiano. Aos poucos, o micro-ondas deixou de ser acionado automaticamente. Aquele gesto automático de colocar o prato e apertar “+30 segundos” começou a parecer desatualizado. O que era o padrão passou a ser a exceção.

E quando as fabricantes notaram essa mudança de comportamento, a resposta foi rápida: novos modelos de air fryer começaram a vir com mais funções, melhor acabamento, maior capacidade e até sistemas para preparo automático. Em muitos casos, não é mais só uma fritadeira: é praticamente um forno inteligente de bancada.

O micro-ondas, agora, é reserva no banco

Claro que ele ainda tem seu papel. Quem precisa esquentar uma caneca de leite ou uma tigela de sopa não vai pensar duas vezes: o micro-ondas é mais direto. Para descongelar uma carne em tempo recorde, ele ainda pode ser imbatível. Mas para pratos sólidos, com textura, camadas ou crostas, tudo aquilo que pede sabor, a air fryer é incomparável.

Hoje, muitos a utilizam como o principal equipamento de preparo e aquecimento de comida. O micro-ondas, por sua vez, virou aquilo que se usa só “quando precisa”.

Uma cozinha mais inteligente e intuitiva

A mudança reflete uma nova forma de pensar o espaço doméstico. As cozinhas modernas não querem mais eletrodomésticos grandes, ruidosos e limitados. O minimalismo é tendência: menos tralha, mais funcionalidade. E se um único aparelho pode fazer o trabalho de cinco, melhor ainda.

A air fryer se encaixa perfeitamente, compacta, fácil de limpar, com consumo de energia equilibrado e visual que combina com qualquer estilo de decoração. É o tipo de aparelho que trabalha sem fazer alarde, e entrega mais do que promete.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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