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Regras que a ciência recomenda para você viver bem mais

Por Karoline Calumbi
31/05/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Foto:  Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O renomado Scripps Research Translational Institute, centro de pesquisas dos Estados Unidos, vem liderando um movimento científico que promete revolucionar a forma como as pessoas envelhecem.

Estudos recentes, compilados no livro Super Agers: An Evidence-Based Approach to Longevity, do cardiologista e pesquisador Eric Topol, apontam que o envelhecimento saudável está muito mais relacionado às escolhas diárias do que aos próprios genes.

De acordo com dados analisados pelo instituto, apenas 20% da longevidade humana está diretamente ligada à genética. Os outros 80% dependem de regras práticas relacionadas ao estilo de vida, alimentação, sono, relações sociais e prevenção de agentes tóxicos.

Isso porque o avanço da ciência tem mostrado que envelhecer não precisa, necessariamente, significar adoecer.

Além das tecnologias emergentes, que incluem desde terapias celulares até relógios biológicos capazes de prever doenças, os pesquisadores reforçam que é possível conquistar anos extras de vida saudável com atitudes acessíveis, e sem recorrer às promessas milagrosas frequentemente disseminadas nas redes sociais.

Regras inclui movimento, alimentação e sono

Vale mencionar que o exercício físico segue no topo da lista de recomendações. Dados do Scripps mostram que uma rotina de pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada, como caminhada rápida, ou 75 minutos de atividades vigorosas, como natação, pode acrescentar até 4,5 anos de vida livre de doenças crônicas.

Outro detalhe importante é a alimentação. A dieta mediterrânea, rica em vegetais, frutas, leguminosas, grãos integrais, azeite de oliva e proteínas magras, permanece como padrão ouro quando o assunto é envelhecer bem. Isso porque reduz inflamações, controla o colesterol e protege contra doenças como câncer, diabetes e Alzheimer.

O sono, frequentemente negligenciado, também é peça-chave. Dormir cerca de sete horas por noite mantém ativos os mecanismos de reparo celular, além de proteger contra problemas cardiovasculares, metabólicos e neurológicos. Estudos indicam que tanto a privação quanto o excesso de sono aumentam significativamente o risco de morte precoce.

Relações sociais e ambiente

É importante mencionar que o isolamento social figura hoje como um dos maiores vilões da saúde. Pesquisas indicam que a solidão tem impacto comparável ao de fumar meio maço de cigarros por dia, elevando o risco de depressão, demência, infarto e morte precoce.

Dessa forma, manter vínculos afetivos e participar de atividades coletivas, seja na música, na arte ou na natureza, funciona como um verdadeiro escudo protetor para o organismo.

Além disso, há regras de ouro para proteger o corpo contra os chamados agressores externos. Poluição, pesticidas, microplásticos e produtos químicos presentes em embalagens plásticas ou cosméticos são fatores que aceleram o envelhecimento celular.

Com isso, optar por utensílios de vidro, alimentos orgânicos e filtros de água e ar são medidas simples, porém eficazes, para reduzir esses danos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Karoline Calumbi

Karoline Calumbi

Jornalista pela UFRRJ, universidade da baixada do Rio de Janeiro. Apaixonada pela profissão e dedicada em diariamente informar e entreter os leitores.

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