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Dinossauro tinha cauda que nenhum especialista imaginou antes

Por Karoline Calumbi
23/05/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Foto:  Rovena Rosa/Agência Brasil

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Pesquisadores da Current Biology revelaram uma descoberta surpreendente que está revolucionando a paleontologia: a cauda de um dinossauro perfeitamente preservada em âmbar, com penas dispostas em três dimensões.

Vale mencionar que o achado ocorreu no estado de Kachin, no norte de Mianmar, uma região conhecida por seus depósitos de âmbar fossilizado.

O exemplar, que viveu há cerca de 99 milhões de anos, pertence a um pequeno dinossauro emplumado do tamanho de um pardal. A cauda, longa e flexível, apresenta penas estruturadas de forma que nenhum especialista havia conseguido observar antes, já que fósseis tradicionais em rochas costumam ser achatados em duas dimensões, dificultando a análise precisa da morfologia.

Outro detalhe importante é que o fóssil foi encontrado de forma inusitada em um mercado de joias na cidade de Myitkina, em Mianmar. A peça, que já estava polida para venda, foi identificada pela pesquisadora Lida Xing, da Universidade de Geociências da China, como sendo de origem animal e não vegetal, como se acreditava inicialmente.

Uma cápsula do tempo do período Cretáceo

O que torna essa descoberta ainda mais relevante é a preservação tridimensional da cauda, algo inédito na paleontologia de dinossauros. Isso porque, além das penas dispostas em seu formato original, foram encontrados vestígios de tecido mole e até traços de ferro, sugerindo a presença de sangue no momento em que o animal ficou preso na resina.

Vale mencionar que essa condição extremamente rara permite aos cientistas estudar não apenas a estrutura externa das penas, mas também aspectos da biologia interna do dinossauro. Com isso, surgem novas possibilidades para entender como esses animais viviam, se deslocavam e interagiam com o ambiente.

Outro detalhe importante é que a análise das penas indica uma estrutura sem o eixo central bem desenvolvido, um estágio primitivo na evolução das plumas. Isso oferece pistas valiosas sobre como as penas modernas, presentes nas aves atuais, se desenvolveram a partir de estruturas mais simples.

Preservação do dinossauro desafia os limites da ciência

É importante mencionar que, apesar do valor científico, há uma preocupação crescente na comunidade científica em relação à comercialização de fósseis em âmbar. Muitas peças acabam desaparecendo em coleções privadas, tornando-se inacessíveis para a pesquisa e comprometendo a compreensão da história evolutiva do planeta.

Dessa forma, o achado não apenas redefine o entendimento sobre a evolução das penas em dinossauros, como também reforça a importância de políticas globais para preservação e proteção de fósseis.

Além disso, essa descoberta destaca como o âmbar funciona como uma verdadeira cápsula do tempo, permitindo vislumbrar detalhes da vida no período Cretáceo que seriam impossíveis de acessar por meio de fósseis convencionais.

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Karoline Calumbi

Karoline Calumbi

Jornalista pela UFRRJ, universidade da baixada do Rio de Janeiro. Apaixonada pela profissão e dedicada em diariamente informar e entreter os leitores.

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