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Asteroide maior que o Egito passa de raspão ao lado da Terra

Por Leticia Florenço
31/03/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Pirâmides - Reprodução/Unsplash

Pirâmides - Reprodução/Unsplash

Na manhã desta quarta-feira (26), um asteroide colossal de 165 metros de altura, maior que a famosa Pirâmide de Gizé (147 metros) e comparável ao Edifício Itália, no centro de São Paulo, passou perto da Terra. De acordo com a NASA, a rocha espacial, identificada como 2014 TN17, cruzou os arredores do nosso planeta a uma distância de 5,1 milhões de quilômetros.

Embora esse intervalo seja considerável, a agência espacial classificou o asteroide como um PHA (Potentially Hazardous Asteroid, ou Asteroide Potencialmente Perigoso) devido ao seu tamanho.

O que são os asteroides Potencialmente Perigosos (PHAs)?

Os Asteroides Potencialmente Perigosos são aqueles que atendem a dois critérios principais:

  • Aproximam-se da Terra a uma distância menor que 7.480.000 km (0,05 UA – Unidade Astronômica).
  • Possuem um diâmetro superior a 140 metros, o que poderia causar danos significativos em caso de colisão.

O 2014 TN17 cumpre os requisitos e, por isso, entrou para a lista de vigilância da NASA. No entanto, o fato de um asteroide ser classificado como PHA não significa que ele vá colidir com a Terra, apenas que ele precisa ser monitorado com mais atenção.

A distância é realmente “próxima”?

Em termos astronômicos, sim. Cinco milhões de quilômetros podem parecer muito, mas, para padrões espaciais, é uma passagem relativamente curta. Para comparação, a Lua está a apenas 384 mil quilômetros da Terra, o que torna a aproximação do 2014 TN17 cerca de 13 vezes maior que a distância lunar.

Além disso, a NASA revela que asteroides desse tamanho passam ao lado da Terra pelo menos uma vez por mês, o que torna esse evento relativamente comum.

O que aconteceria se esse asteroide colidisse com a Terra?

Se o 2014 TN17, com seus possíveis 130 a 290 metros de diâmetro, entrasse em rota de colisão com a Terra, os impactos dependeriam de sua composição, velocidade e local da queda. Os efeitos poderiam variar de explosões atmosféricas, como o famoso evento de Tunguska, em 1908, até crateras de impacto, caso atingisse o solo.

Para referência, o asteroide que extinguiu os dinossauros há 66 milhões de anos tinha aproximadamente 10 a 15 quilômetros de diâmetro, uma escala muito maior do que o 2014 TN17. No entanto, um impacto de um asteroide de 200 metros poderia devastar uma cidade inteira e causar mudanças climáticas temporárias, dependendo da região atingida.

Como a NASA monitora esses objetos?

A NASA, junto com outras agências espaciais ao redor do mundo, mantém programas de rastreamento e monitoramento contínuos de asteroides. Algumas iniciativas incluem:

  • NEO Surveyor: Um telescópio especializado no rastreamento de objetos próximos à Terra (Near-Earth Objects).
  • CNEOS (Center for Near-Earth Object Studies): Responsável pelo cálculo das órbitas e previsões de impacto.
  • Missões de defesa planetária, como a DART, que recentemente testou a capacidade de desviar um asteroide de sua rota.

Com essas tecnologias, cientistas podem prever com décadas de antecedência a possibilidade de um impacto, permitindo que planos de defesa sejam formulados caso necessário.

Existe algum perigo real?

No momento, não. A NASA não prevê colisões de grandes asteroides com a Terra no futuro próximo. No entanto, eventos como esse reforçam a necessidade de continuar monitorando o espaço. Afinal, quanto mais cedo um possível impacto for detectado, maiores são as chances de desenvolver estratégias para evitar uma catástrofe.

Embora o 2014 TN17 tenha passado sem oferecer riscos, sua presença nos lembra de que a Terra não está isolada no cosmos e que devemos continuar aprimorando nossas defesas contra possíveis ameaças espaciais.

A cada ano, mais asteroides são descobertos, e as tecnologias de rastreamento avançam para garantir que a Terra esteja preparada caso um deles esteja em rota de colisão.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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