Mais de cinco toneladas de café foram apreendidas no estado do Rio de Janeiro durante a segunda fase da Operação Café Real, uma ação coordenada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) com apoio do Procon-RJ, da Polícia Militar, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e de órgãos municipais de defesa do consumidor.
A operação, que teve início em agosto, tem como foco a fiscalização de indústrias e estabelecimentos comerciais com o objetivo de combater a venda de café adulterado e proteger a população de riscos à saúde.
5 toneladas de café foram apreendidas por graves irregularidades
Na etapa mais recente da operação, os agentes estiveram em supermercados e centros de distribuição de diferentes municípios fluminenses. Durante as inspeções, toneladas de café foram recolhidas por apresentarem características incompatíveis com o que determina a legislação vigente.
As amostras apreendidas agora serão analisadas por laboratórios especializados para verificar a presença de elementos estranhos ao café puro, como restos vegetais não permitidos e materiais que podem comprometer a saúde do consumidor.
A Operação Café Real foi deflagrada após denúncias encaminhadas pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), que alertou para o crescimento da circulação de produtos de baixa qualidade disfarçados de café puro.
A primeira fase da operação ocorreu no final de agosto e resultou na apreensão de cerca de três toneladas do produto, além da fiscalização de 19 pontos de venda e produção, incluindo cidades como Campos dos Goytacazes, Itaperuna, São Fidélis, Carmo e Cantagalo.
Operação combate café irregular
O problema principal identificado pelos fiscais é a tentativa de burlar a legislação por meio da venda de um produto que se apresenta como café, mas que na verdade não atende aos requisitos mínimos de pureza.
A portaria nº 570 do MAPA estabelece que o café pode conter, no máximo, 1% de impurezas naturais, como cascas ou fragmentos de galhos, que são resquícios do processo de colheita.
No entanto, muitos dos produtos encontrados nas fiscalizações apresentavam adulterações graves, como adição intencional de outros vegetais, como milho ou outros grãos, para reduzir os custos de produção.
Essa prática, além de ilegal, compromete o sabor, a qualidade e pode até gerar efeitos nocivos à saúde, como irritações gastrointestinais.
Como identificar e evitar café irregular?
Para auxiliar os consumidores a não caírem em fraudes, o Procon-RJ recomenda atenção redobrada na hora da compra.
Uma das orientações principais é verificar se a embalagem possui o Selo de Qualidade da ABIC, garantia de que o café passou por testes laboratoriais e está dentro dos padrões exigidos.
Além disso, é possível utilizar o aplicativo ABICafé para escanear o código de barras do produto e consultar informações detalhadas sobre sua classificação e procedência.
O preço também é um indicador: valores muito abaixo da média do mercado podem sugerir adulteração.
Outro ponto importante é observar os termos no rótulo, pois expressões como “mistura para preparo de café” ou “bebida à base de café” geralmente indicam que o produto não é 100% composto por grãos de café e pode conter substâncias não informadas ao consumidor.
A Operação Café Real segue em andamento e novas fases estão previstas, com o objetivo de manter a vigilância sobre o setor e garantir que o consumidor fluminense tenha acesso a produtos seguros e de qualidade.






