O CNA Idiomas, em parceria com a consultoria Box1824, divulgou um estudo inédito sobre a relação dos brasileiros com o aprendizado de idiomas, com foco no inglês. Intitulada “Jovens e Aprendizagem de Idiomas”, a pesquisa ouviu 999 participantes — entre pais, adolescentes e jovens adultos — de diferentes regiões do país e revela transformações nas motivações, expectativas e dificuldades dos estudantes.
As principais dificuldades enfrentadas pelos estudantes de idiomas estão relacionadas à rotina e à disciplina. Aproximadamente 35% deles abandonaram os estudos em algum momento devido à intensidade da rotina diária, que torna difícil conciliar aprendizado com outras responsabilidades. Além disso, 66% dos participantes afirmam que manter uma disciplina constante de estudos representa o maior desafio ao longo do processo de aprendizagem.
Estudo de idiomas
Motivações dos pais e jovens:
- 71% dos pais matriculam os filhos com foco no mercado de trabalho.
- 62% dos jovens estudam para viajar e vivenciar novas culturas.
- Quase 90% dos estudantes de 25 a 35 anos consideram o domínio de outro idioma essencial para se conectar globalmente.
Idade de início no aprendizado:
- Adolescentes iniciam por volta dos 12 anos, geralmente utilizando aplicativos e plataformas digitais.
- Jovens adultos começam aos 20 anos, muitos sentindo que iniciaram “tarde demais”.
Importância do contato humano:
- 83% dos participantes afirmam que, mesmo com ferramentas de inteligência artificial, a presença de professores continua fundamental.
- 25% dos alunos entre 25 e 35 anos preferem formatos de curso com interação direta com colegas.
Indicadores de sucesso:
- 67% reconhecem que aprender outro idioma faz parte de sua identidade e expressão pessoal.
- Práticas de conversação são valorizadas por 62% dos estudantes.
- Professores qualificados são valorizados por 49% dos participantes.
- Experiências interativas e dinâmicas são apontadas como importantes por 44%.
Perfil da amostra:
- Distribuição regional: Sudeste (43%), Centro-Oeste (17%), Nordeste (17%), Sul (16%) e Norte (7%).
- Predominância do público feminino: 63%.
- Classes sociais: B1, B2 e C1.
- Residência: 47% em capitais, 29% em cidades do interior, 24% em regiões metropolitanas
A pesquisa revela que o ensino de idiomas vai além da preparação profissional, envolvendo conexões culturais, experiências humanas e desenvolvimento pessoal, demandando métodos que sejam interativos, personalizados e capazes de engajar os alunos ao longo de toda a jornada de aprendizado.






