Quase 100 mil japoneses chegaram ou ultrapassaram os 100 anos de idade, segundo o levantamento mais recente do Ministério da Saúde do Japão, divulgado em setembro de 2025.
O número inédito reforça a posição do Japão como o país mais longevo do planeta, um título atribuído, segundo especialistas, à combinação de alimentação equilibrada, baixíssimos índices de obesidade e câncer, além de uma cultura que valoriza a atividade física mesmo na terceira idade.
No entanto, o avanço da expectativa de vida levanta um novo debate no país: como enfrentar os impactos sociais e econômicos de uma população cada vez mais envelhecida?
100 mil pessoas no Japão estão com 100 anos ou mais
O dado oficial aponta que 99.763 pessoas vivem atualmente no Japão com 100 anos ou mais. O anúncio foi feito pelo governo no dia 12 de setembro, pouco antes das comemorações do “Dia do Respeito ao Idoso”, celebrado em 15 de setembro.
A data é marcada por homenagens aos cidadãos que completaram 100 anos no último ano, com direito a uma carta oficial do primeiro-ministro e uma taça de prata como símbolo de reconhecimento. Entre os centenários, a grande maioria, cerca de 88%, são mulheres.
De acordo com pesquisadores da área da saúde, a impressionante longevidade da população japonesa pode ser explicada por um conjunto de fatores. A dieta tradicional, rica em peixes, vegetais e alimentos com pouco sal e gordura, está entre os principais.
Além disso, os japoneses mantêm um estilo de vida ativo mesmo após a aposentadoria, com caminhadas diárias e práticas coletivas como o Radio Taiso, uma sequência de exercícios físicos transmitida pela TV há quase um século.
A baixa prevalência de doenças como câncer de mama, de próstata e problemas cardiovasculares também é apontada como elemento decisivo.
Envelhecimento da população no Japão também apresenta novos desafios
Mas a mesma marca que celebra vidas centenárias também evidencia um desafio crescente para as autoridades do país: a diminuição da população jovem e a falta de trabalhadores.
Com menos nascimentos a cada ano, setores como o transporte, a saúde e a logística enfrentam dificuldades para manter seus quadros de funcionários.
Projeções indicam uma queda significativa na força de trabalho nos próximos anos, o que já levou empresas a investir em automação e importar mão de obra estrangeira.
Em um país onde um terço da população tem mais de 65 anos, o desafio agora é equilibrar o avanço da tecnologia com o cuidado de uma sociedade cada vez mais longeva.





