A Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) estima que cerca de 30% dos adultos brasileiros convivam com a doença do refluxo, condição marcada pelo retorno frequente do ácido estomacal ao esôfago, resultando em azia, dor no peito e outros desconfortos. Sem tratamento adequado, o problema pode prejudicar o sono, causar lesões no esôfago, agravar doenças respiratórias e, em casos mais graves, elevar o risco de câncer.
10 verdades sobre refluxo
A seguir, são apresentados dez pontos essenciais sobre a doença, reunidos a partir das explicações de um especialista em cirurgia do aparelho digestivo e referência nacional em endoscopia digestiva, em entrevista ao portal Saúde em Dia:
- A obesidade aumenta o risco: O acúmulo de peso intensifica a pressão na região abdominal, o que facilita o retorno do conteúdo gástrico ao esôfago.
- A gravidez eleva a probabilidade de refluxo: Durante a gestação, a pressão intra-abdominal cresce, o que contribui para o aparecimento dos sintomas.
- Ajustes na alimentação e no estilo de vida são fundamentais: Reduzir o consumo de gordura, chocolate, café, álcool e bebidas gaseificadas é essencial, assim como fracionar as refeições ao longo do dia.
- Em determinadas situações, a cirurgia pode ser indicada: Procedimentos diagnósticos, como endoscopia, pHmetria e manometria, auxiliam na definição da necessidade de intervenções cirúrgicas ou técnicas endoscópicas mais recentes.
- Antiácidos não resolvem todos os casos: Há quadros em que o refluxo não é ácido, e o uso inadequado desses medicamentos pode mascarar alterações como a hérnia de hiato.
- O estresse pode desencadear ou intensificar o problema: Práticas alimentares inadequadas e ganho de peso associados ao estresse tendem a agravar o quadro.
- Evitar deitar após as refeições é essencial: A posição horizontal favorece o retorno do ácido; por isso, recomenda-se esperar de duas a três horas antes de se deitar.
- Travesseiros anti-refluxo podem auxiliar no controle dos sintomas: Ao elevar o tronco, esses dispositivos diminuem a probabilidade de refluxo noturno.
- Tosse, rouquidão e irritação na garganta podem surgir: Muitos pacientes manifestam sintomas atípicos resultantes da inflamação provocada pelo ácido na região da garganta.
- A condição pode afetar a saúde dos dentes em casos graves: O contato frequente do ácido com a cavidade bucal pode desgastar o esmalte dental e causar danos odontológicos.
O tratamento inicia-se, em geral, com ajustes na alimentação e nos hábitos diários, embora alguns casos exijam intervenções cirúrgicas ou endoscópicas. Esses aspectos ressaltam a necessidade de diagnóstico preciso e de medidas adequadas para controlar a doença e prevenir complicações.






