Na tarde desta quarta-feira, 17 de setembro, os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmaram o diagnóstico de câncer de pele.
A informação veio à tona após análise laboratorial das lesões retiradas durante um procedimento realizado no último domingo, dia 15, no Hospital DF Star, em Brasília.
Bolsonaro havia sido internado para a remoção de oito manchas suspeitas na pele. A biópsia confirmou que duas delas eram carcinomas de células escamosas, um tipo de câncer de pele.
Segundo a equipe médica, as áreas afetadas já foram totalmente removidas e não há indícios de disseminação da doença. O ex-presidente passa bem, já está em casa, e não precisará de tratamento complementar neste momento.
Urgente: Bolsonaro foi diagnosticado com câncer
O procedimento cirúrgico realizado no domingo consistiu na extração das lesões cutâneas sob anestesia local. O material coletado foi imediatamente enviado para análise patológica, cujo resultado foi divulgado nesta quarta-feira.
O laudo apontou a presença de carcinoma in situ, ou seja, confinado à camada superficial da pele, sem infiltração em tecidos mais profundos ou metástase.
O carcinoma de células escamosas é geralmente causado por exposição prolongada à radiação solar e, apesar de ser considerado um tipo de câncer com baixo potencial de agressividade quando identificado precocemente, requer vigilância contínua.
Os médicos afirmaram que, por ora, não será necessário realizar novas intervenções, mas Bolsonaro deverá passar por reavaliações regulares para monitorar possíveis recorrências.
Bolsonaro voltou ao hospital ontem e passou a noite por lá, mas já foi liberado
Na véspera da divulgação do laudo, na terça-feira (16), Bolsonaro voltou ao hospital após sentir-se mal em casa. Segundo a equipe médica, ele apresentava episódios de vômito, tontura, pressão arterial instável e sinais de pré-desmaio.
Foi internado para receber hidratação e medicamentos por via intravenosa, o que estabilizou seu quadro e melhorou sua função renal, que havia sido afetada.
Após passar a noite sob observação, recebeu alta no início da tarde desta quarta-feira e retornou para sua residência.
O ex-presidente segue cumprindo prisão domiciliar e, conforme informou sua assessoria, está sendo acompanhado de perto por profissionais de saúde.
Os médicos reforçaram que, apesar do diagnóstico de câncer, o quadro atual não representa nenhum risco à saúde de Bolsonaro, desde que o acompanhamento clínico seja mantido com regularidade.





