Originalmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelecia que trabalhadores acometidos por doenças ocupacionais só teriam direito à estabilidade provisória de 12 meses caso precisassem se afastar por mais de 15 dias, levando ao recebimento do Benefício por Incapacidade Temporária (antigo Auxílio-Doença).
Contudo, uma atualização recente da legislação modificou de forma significativa esse direito, eliminando a exigência e, assim, corrigindo uma brecha antes usada por empregadores para negar a estabilidade.
Com a alteração, o trabalhador precisa apenas comprovar a relação entre a doença e o trabalho, apresentando documentos como laudos médicos, por exemplo. Com as informações devidamente confirmadas, a estabilidade é legamente garantida.
E para reforçar ainda mais os direitos dos trabalhadores, a lei também estabelece que, caso a empresa reconheça a incapacidade apenas após o desligamento, o funcionário terá direito à reintegração ou a uma indenização.
Desta forma, além de assegurar a manutenção do emprego, a mudança ainda se alinha com o princípio de proteção ao trabalhador, que é uma das bases do direito trabalhista, e reafirma o compromisso com a dignidade humana.
Regra trabalhista da estabilidade pode favorecer empresas
Apesar de parecer rígida, exigindo que as empresas não apenas se atentem mais à legislação, mas também reforcem os protocolos de segurança entre os trabalhadores, vale destacar que a mudança nas leis trabalhistas também pode ser extremamente benéfica para empregadores.
Afinal, a garantia de estabilidade resulta em uma redução nas taxas de rotatividade e custos associados ao treinamento de novos colaboradores, representando assim um significativo ganho econômico.
Além disso, a produtividade organizacional também figura entre as vantagens, uma vez que os funcionários mais experientes poderão contribuir por mais tempo com a empresa, fortalecendo assim a relação entre ambos.
Consequentemente, a medida também resultará em um ganho positivo para a economia nacional, considerando que os ambientes de trabalho passarão a ser valorizados como ambientes mais seguros e estáveis, aumentando a procura.
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