Após a demissão de mais de mil funcionários promovida pelo Itaú Unibanco no início de setembro, uma negociação entre o banco e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região foi iniciada com o objetivo de estabelecer compensações para os trabalhadores afetados.
As conversas, que ainda estão em andamento, apontam para a possibilidade de que os demitidos recebam até 10 salários extras, além de outros benefícios, dependendo do tempo de vínculo com a instituição.
Segundo o sindicato, a proposta representa um avanço, mas ainda não há definição final, já que os termos serão analisados em assembleia pelos trabalhadores.
O Itaú, por sua vez, confirma estar dialogando com os representantes da categoria, embora negue que tenha ocorrido uma demissão em massa e rejeite qualquer ilegalidade no processo.
Sindicato afirma que demitidos do Itaú recebem até 10 salários extras
A proposta de compensação surgiu após mediação conduzida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Durante reunião realizada com a presença de representantes sindicais e do banco, chegou-se a um esboço de acordo que ainda precisa ser aprovado pelos trabalhadores.
O sindicato afirma que o pacote de benefícios pode variar conforme o tempo de serviço de cada colaborador.
Para quem trabalhou até dois anos no banco, a proposta inclui um mínimo de quatro salários extras, um valor fixo de R$ 9 mil, uma cesta-alimentação equivalente à do 13º salário e a manutenção de condições especiais em financiamentos imobiliários contratados com o próprio banco.
Para os que têm mais de dois anos de casa, o pacote seria ampliado com o pagamento de seis salários, mais meio salário por ano adicional trabalhado, respeitando o limite de dez salários extras.
Sindicato diz que, mesmo com o acordo com o Itaú, seguirá fiscalizando possíveis demissões fora das regras
Mesmo com essa sinalização positiva, o sindicato reitera que a mobilização da categoria segue ativa, especialmente diante de preocupações com o futuro do trabalho remoto, o uso de sistemas de monitoramento e a transparência no uso de dados.
A assembleia marcada para esta semana deverá definir se a proposta será aceita pelos trabalhadores. Caso aprovada, a adesão será individual, com prazo de até seis meses para manifestação, e contará com apoio jurídico do sindicato.
Já o Itaú mantém sua posição de que os desligamentos foram feitos com base em critérios objetivos e individuais, relacionados ao desempenho em regime remoto, e que não houve intenção de enxugar o quadro funcional.
A instituição afirma estar respeitando a legislação vigente e continua aberta ao diálogo.
