A proposta de reformulação na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), que tramita no Congresso Nacional, pode representar um alívio significativo no bolso de milhões de brasileiros.
Caso a medida seja aprovada pelo Senado, trabalhadores com salários de até R$ 5 mil mensais poderão ser totalmente isentos do pagamento do imposto, o que, ao longo de um ano, pode equivaler a uma economia próxima a um “14º salário”.
A medida já passou pela Câmara dos Deputados e tem o aval do governo federal, que defende a mudança como uma forma de tornar o sistema tributário mais justo.
Redução no Imposto de Renda deve gerar “14º salário” para muitos
O projeto prevê a isenção total do IR para quem recebe até R$ 5 mil por mês, sem dependentes. Hoje, um trabalhador com essa renda tem descontados cerca de R$ 312 mensais apenas com o Imposto de Renda, além das contribuições previdenciárias.
Com a nova regra, esse valor deixaria de ser subtraído do contracheque, o que resultaria em um acréscimo anual de mais de R$ 3.700 no salário líquido, quase o equivalente a um salário extra, sem que o trabalhador precise esperar pela restituição no ano seguinte.
Além da faixa de isenção ampliada, o projeto também estabelece uma nova faixa intermediária entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350.
Para quem se enquadra nesse intervalo, o imposto seria reduzido de forma gradual. Assim, quanto mais próxima dos R$ 5 mil estiver a renda, maior será o desconto no imposto a pagar.
Por outro lado, contribuintes que ganham acima de R$ 7.350 não terão alteração nas alíquotas atuais.
Mudança no Imposto de Renda é vitória para trabalhadores
A proposta é vista como um avanço por parte de entidades como a Unafisco e a Contabilizei, que apontam que, embora o modelo não corrija toda a defasagem histórica da tabela, ao menos traz alívio imediato para uma faixa expressiva da população.
Atualmente, a isenção atinge quem recebe até dois salários mínimos, R$ 3.036 em 2025, graças a um desconto simplificado.
Com vigência prevista para janeiro de 2026, a medida ainda precisa ser aprovada pelo Senado para entrar em vigor.
Caso isso ocorra, milhões de trabalhadores deixarão de recolher IR diretamente na fonte e, para muitos, o impacto financeiro será semelhante ao de receber um salário adicional ao fim do ano.





