A jornada de trabalho no modelo 4×3, que é aquela de quatro dias de expediente e três de folga, tem sido tema frequente nas rodas de discussão sobre o futuro do trabalho, tanto no Brasil quanto em outros países.
Nos últimos meses, notícias e estudos internacionais reacenderam o debate, especialmente após os resultados positivos observados em testes realizados por empresas em diferentes partes do mundo.
Com isso, surgiu a dúvida: afinal, esse novo formato de escala já foi aprovado e está valendo no Brasil?
Nova escala de trabalho 4×3: foi realmente aprovada?
A resposta, por enquanto, é não. A chamada “aprovação” da jornada 4×3 tem relação direta com experiências pontuais conduzidas por empresas que decidiram testar o modelo.
Em muitos desses casos, os resultados foram considerados positivos o suficiente para que essas empresas mantivessem a nova escala permanentemente.
Além disso, alguns países, como o Reino Unido e a Nova Zelândia, já permitem a adoção dessa jornada em determinados contextos, dependendo da política interna de cada organização e da legislação vigente.
No Brasil, a situação ainda é de avaliação e debate. Algumas empresas vêm experimentando o modelo de forma isolada, adaptando rotinas e fluxos de trabalho para analisar os impactos.
Paralelamente, tramita no Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional que prevê a possibilidade de flexibilizar a jornada de trabalho, o que abriria espaço legal para escalas como a 4×3.
No entanto, até o momento, não houve aprovação legislativa. Ou seja, não existe uma regra nacional que permita ou obrigue a adoção desse formato, e sua implementação segue restrita a iniciativas privadas e experimentais.
Escala de trabalho 4×3 já apresenta bons resultados em alguns países
Nos países que já abraçaram o modelo de quatro dias úteis por semana, os resultados têm sido animadores.
O Reino Unido, por exemplo, realizou um estudo com dezenas de empresas entre 2022 e 2023, e os dados apontaram melhorias significativas na saúde mental dos funcionários, redução de estresse, maior engajamento no trabalho e até ganhos financeiros para algumas companhias.
A Nova Zelândia também experimentou mudanças positivas, incluindo queda nos índices de absenteísmo e aumento na retenção de talentos.
Com base nesses dados, cresce o interesse de empresas e governos em discutir modelos de trabalho mais flexíveis. No entanto, no Brasil, a mudança ainda está longe de ser oficial.
A jornada 4×3 pode até ser o futuro, mas, por enquanto, segue como possibilidade em fase de testes e debates.
O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.
