Um levantamento nacional realizado em setembro de 2025 revelou uma situação preocupante: mais de 1,6 milhão de CNPJs no Brasil apresentam pendências no recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A inadimplência atinge diretamente os direitos de 9,56 milhões de trabalhadores, que podem ter sido prejudicados sem sequer saber.
Como resultado, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) deu início à notificação de aproximadamente 1,22 milhão de empresas, em uma tentativa de cobrar os débitos e forçar a regularização.
Diante desse cenário, muitos empregadores passaram a buscar informações sobre como identificar se estão em dívida com o fundo e como proceder para resolver a situação.
Como descobrir se estou devendo o FGTS em 2025?
Os dados foram levantados por meio do Sistema FGTS Digital, plataforma que centraliza o controle e a fiscalização dos depósitos obrigatórios ao fundo. Ao todo, foram identificados R$ 10,1 bilhões em valores não recolhidos.
As maiores concentrações de inadimplência foram registradas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, com destaque para o primeiro, que sozinho concentra mais de R$ 3 bilhões em atrasos.
A emissão das notificações se concentrou justamente nesses estados, por abrigarem os maiores volumes de débitos e número de CNPJs em situação irregular.
Para os empregadores que desejam verificar se estão com pendências, o caminho mais rápido é acessar o sistema FGTS Digital, utilizando o certificado digital da empresa.
A plataforma permite consultar os extratos de recolhimento, identificar períodos com inconsistências ou ausência de depósitos e visualizar eventuais notificações emitidas pelo MTE.
Caso seja constatada alguma dívida, é possível regularizar a situação por meio da própria plataforma, emitindo guias para pagamento ou negociando parcelamentos autorizados.
Além dos CNPJs, o levantamento também identificou dívidas atribuídas a empregadores pessoa física, especialmente em contratos de trabalho doméstico ou em pequenas propriedades rurais.
Nesse grupo, mais de 100 mil CPFs foram apontados como inadimplentes, totalizando quase R$ 175 milhões em débitos. Esses empregadores também estão sendo notificados eletronicamente e podem consultar sua situação utilizando as mesmas ferramentas digitais.
E o trabalhador, como deve agir caso não esteja recebendo o FGTS?
Enquanto isso, do lado dos trabalhadores, a atenção deve ser redobrada. Muitos só descobrem a ausência dos depósitos quando precisam sacar o FGTS, seja por demissão sem justa causa, aposentadoria ou aquisição da casa própria.
Para evitar surpresas, é essencial acompanhar com frequência o extrato da conta vinculada ao FGTS, que pode ser acessado pelo aplicativo oficial da Caixa Econômica Federal.
A plataforma permite consultar depósitos mensais e receber notificações sempre que houver movimentação.
Caso o trabalhador perceba a falta de depósitos, o primeiro passo deve ser a tentativa de diálogo com o empregador, a fim de esclarecer a situação.
Se não houver solução, o Ministério do Trabalho oferece canais para denúncia, incluindo atendimento presencial, ligação gratuita pelo número 158 e o portal online de denúncias. O anonimato é garantido.
A inadimplência no FGTS representa uma violação grave dos direitos trabalhistas e, em 2025, tornou-se um problema de grandes proporções.
Com a atuação do FGTS Digital, o governo busca não só cobrar os débitos, mas também tornar mais transparente e eficiente o acompanhamento dessas obrigações, tanto para quem emprega quanto para quem trabalha.
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