O jovem Tyler Robinson, de 22 anos, foi preso na última sexta-feira (12/09), acusado de ter assassinado o ativista de extrema direita Charlie Kirk, um dos principais aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O crime aconteceu dois dias antes, na quarta-feira (10/09), durante um evento político em uma universidade no estado de Utah. Kirk, de 31 anos, foi atingido por um tiro no pescoço enquanto falava em um espaço montado no campus da Utah Valley University.
Assassino de Charlie Kirk foi flagrado correndo em vídeo após disparar tiros
A virada nas investigações veio após as autoridades divulgarem um vídeo que mostra o momento da fuga do atirador.
As imagens, obtidas por câmeras de segurança da universidade, mostram um homem vestindo camiseta preta com uma bandeira dos EUA estampada, saltando de um telhado e correndo logo após os disparos.
Segundo o Departamento de Segurança Pública de Utah, foram encontradas marcas de sapato, impressões de palma e antebraço no local do salto, além de uma arma e munições escondidas em uma área de mata próxima à faculdade.
A divulgação do vídeo foi decisiva para identificar o suspeito. Os pais de Tyler Robinson reconheceram o filho nas imagens exibidas pela imprensa e pelas autoridades. Ao ser confrontado pelo pai, o jovem teria confessado o crime.
Diante da gravidade da situação, a família procurou ajuda de um pastor de confiança, que foi o responsável por contatar a polícia. Pouco depois, Robinson foi localizado no condado de Washington e detido pelos investigadores.
Quem foi Charlie Kirk? E quem é o suspeito de atirar nele?
Charlie Kirk era uma figura conhecida no cenário conservador americano.
Defensor ferrenho do direito irrestrito ao porte de armas e apoiador de políticas de extrema direita promovidas por Donald Trump, Kirk se destacava por sua retórica combativa, principalmente contra movimentos progressistas e causas como os direitos das pessoas trans.
Ele viajava constantemente para universidades, onde promovia debates políticos e fazia questão de enfrentar frente a frente quem pensava diferente dele, ação que, quando publicada em vídeos nas redes sociais, aumentava seu sucesso entre apoiadores trumpistas.
Estudante do curso técnico de elétrica no Dixie Technical College, no sudoeste de Utah, o suspeito de atirar em Kirk, Tyler Robinson, era descrito por pessoas próximas como alguém reservado, mas que nos últimos anos havia demonstrado crescente interesse por temas políticos.
Informações fornecidas por um colega de quarto do acusado apontam que Robinson vinha trocando mensagens suspeitas por meio do Discord, uma plataforma popular entre gamers.
Nessas conversas, ele mencionava a preparação de um atentado, incluindo instruções para recuperar e esconder um rifle, a mesma arma encontrada pelas autoridades.
Casos de violência política armada nos Estados Unidos já vitimaram Republicanos e Democratas
A ironia triste e trágica no caso da morte de Charlie Kirk está no fato de que foi justamente a política armamentista que ele tanto promovia que acabou abrindo espaço para o crime que o matou.
Há pouco mais de dois anos, quando defendia a Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que dá ao povo daquele país o direito ao porte de armas, Kirk declarou que algumas mortes anuais seriam, na visão dele, um preço que vale a pena pagar.
“Vale a pena ter um custo de, infelizmente, algumas mortes por armas de fogo todos os anos para que possamos ter a Segunda Emenda,” defendeu Charlie Kirk.
A venda indiscriminada de armas nos Estados Unidos tem alimentado uma escalada de violência política, com episódios cada vez mais frequentes de atentados a figuras públicas de ambos os espectros ideológicos.
O assassinato de Kirk se soma a uma lista de ataques recentes que já vitimaram Democratas e Republicanos e apontam para uma realidade alarmante: em meio a discursos radicais e polarização crescente, quem sai fortalecido é o próprio ciclo de violência, enquanto pessoas de ambos os lados correm risco de perder a vida.
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