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Uma história para cativar


Por JÚLIO BLACK Repórter

20/08/2015 às 07h00

Amizade entre menina e aviador que conheceu o Pequeno Príncipe é um dos destaques da adaptação do clássico da literatura

Amizade entre menina e aviador que conheceu o Pequeno Príncipe é um dos destaques da adaptação do clássico da literatura

Um dos clássicos literários do século XX, “O Pequeno Príncipe” foi escrito pelo francês Antoine de Saint-Exupéry em 1943 e, desde então, vem cativando crianças e adultos com o garotinho que conta suas histórias fantásticas para um aviador que o encontra no deserto – numa trama que é marcada pelo poderoso caráter filosófico de frases como “o essencial é invisível aos olhos” e “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Com inúmeras adaptações para TV, cinema, desta vez a história ganha uma versão animada nas mãos de Mark Osborne, codiretor de “Kung Fu Panda”, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira.

O grande desafio, porém, era tornar um livro conciso em sua extensão num filme com mais de 100 minutos de duração. A solução encontrada foi criar uma história paralela à trama, mostrando como “O Pequeno Príncipe”, até hoje, conquista novos leitores com sua história simples e cativante. É dessa forma que adultos e crianças entram em contato com a menina sem nome criada pela mãe para ser uma adulta eficiente e bem-sucedida, com horários rígidos para estudar, comer, dormir, se divertir, sem espaço para o inesperado – que surge na figura do Aviador, um vizinho que envia para a garota um aviãozinho de papel com nada menos que a primeira folha com a história de um certo garotinho que ele conheceu muitos anos atrás no deserto, que dizia viver em um pequeno planeta e era amigo de uma raposa e uma rosa.

A partir de então, a vida da menina se transforma, querendo saber mais sobre aquele garotinho e conhecendo em poucas páginas questões essenciais ao nosso crescimento como ser humano, ingressando não apenas no mundo do Pequeno Príncipe, como também no universo mágico da imaginação – aquelas coisas que muito adulto parece ter esquecido. Para a crítica, o grande achado de Osborne foi exatamente entrelaçar a história da personagem com o universo mágico do livro de Saint-Exupéry, inclusive por separar essas duas realidades com técnicas de animação diferentes: enquanto o mundo da garota é fruto da “tradicional” animação computadorizada, o universo do Pequeno Príncipe nos é apresentado pela – aí sim – tradicional animação stop-motion.

Num ano em que já tivemos o deslumbre psicológico de “Divertida Mente”, “O Pequeno Príncipe” de Mark Osborne concorre para também se transformar em uma obra-prima da animação.

O PEQUENO PRÍNCIPE

UCI 2 (3D/dub): 13h50, 16h10, 18h30 e 20h50. Cinemais 5 (3D/dub): 14h30, 16h40, 18h50 e 21h. Palace 1 (dub): 14h20 e 16h50 (exceto segunda-feira). Palace 1: 19h10 e 21h30 (exceto segunda-feira)

Classificação: livre