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PJF nega falta de itens na merenda


Por Tribuna

05/08/2015 às 07h00- Atualizada 05/08/2015 às 11h57

Merenda servida ontem na Nilo Camilo Ayupe, que funciona em tempo integral, foi arroz, feijão e chuchu

Merenda servida ontem na Nilo Camilo Ayupe, que funciona em tempo integral, foi arroz, feijão e chuchu

Alunos da Escola Municipal Professor Nilo Camilo Ayupe, no Centro, estariam recebendo merenda incompleta desde o reinício das aulas, na última segunda-feira. No primeiro dia, a denúncia é de que os estudantes comeram arroz, feijão e angu. Ontem foram servidos arroz, feijão e chuchu no almoço. Como a escola funciona em horário integral, das 8h às 16h, no café da manhã, a informação é de que havia apenas biscoitos sem o acompanhamento de bebida.

A situação ganhou repercussão nas redes sociais. “Como incentivar a alimentação saudável quando colocamos um prato desses na frente das crianças? A escola assume, junto aos pais, a responsabilidade de alimentar os alunos. Mas falta planejamento da Prefeitura, que não entregou merenda para o início das aulas. Quem não tinha estocado, teve que servir arroz com feijão”, declarou uma servidora, que preferiu ter o nome preservado.

Segundo o secretário de Agropecuária e Abastecimento, Francisco Canalli, técnicos foram enviados ontem à escola para averiguar a denúncia. A equipe avaliou que, desde segunda, havia a opção de proteína de soja e, ontem de manhã, chegou carne de frango à unidade. “Com a proteína de soja é possível elaborar vários pratos que se adéquam ao gosto dos alunos. Mas, em algumas escolas, temos dificuldades com as cozinheiras que não gostam de aprender a elaborar novos pratos. Semana passada, por exemplo, fizemos uma capacitação com estas profissionais, da qual a cozinheira da unidade em questão não participou. Hoje (ontem), existia a opção do frango, mas a profissional alegou que a carne não descongelou a tempo.” Sobre a falta de bebida no café da manhã, o secretário afirmou que havia na escola leite em pó e aveia, esta última para a preparação de mingau. Durante a vistoria, na tarde de ontem, a Prefeitura fotografou a dispensa, onde havia itens como frango e biscoito. Em matéria em vídeo postada em seu site, a PJF também mostra os alimentos disponíveis em várias escolas.  

A Prefeitura também recebeu denúncias de problemas na merenda escolar da Escola Municipal Cosette de Alencar, no Santa Catarina. No entanto, a reclamação foi considerada infundada pela secretaria, já que, na unidade, não havia falta de alimentos, tendo sido servido a opção de proteína no almoço em todos os dias.

A coordenadora-geral do Sindicato dos Professores (Sinpro), Aparecida de Oliveira Pinto, contou que também recebeu denúncias de algumas escolas que estavam com falta da opção de proteína. “Alguns pais também nos ligaram denunciando que os alunos estavam ficando sem os nutrientes necessários.” A coordenadora-geral destacou ainda que os problemas com a merenda são recorrentes. “Ano passado, recebemos uma denúncia e comprovamos legumes vencidos e estragados sendo enviados às escolas. Eram alimentos sem condições de uso. Isso é absurdo. Sabemos que temos alunos cuja merenda é prioridade, já que ele não tem em casa.”

 

Veto

No último dia 22, o prefeito Bruno Siqueira vetou o projeto de lei nº 52/2015, de autoria do vereador André Mariano (PMDB), que visava à divulgação do cardápio da alimentação escolar oferecida aos alunos da rede municipal. O projeto previa a divulgação nas escolas e no site da Prefeitura do cardápio diário e do nome do nutricionista responsável por sua elaboração. As razões do veto, divulgadas no Atos do Governo, foram a inconstitucionalidade e ilegalidade da lei, já que a prerrogativa cabe apenas ao Poder Executivo.