Após lançar primeiro single, Beco Laranja faz show com oMolho em Juiz de Fora
Após lançamento do primeiro single autoral, banda da Zona da Mata divide palco com grupo de Belo Horizonte neste sábado, no Maquinaria

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As bandas oMolho e Beco Laranja se apresentam juntas no Maquinaria neste sábado (7), às 20h. oMolho traz para Juiz de Fora a turnê “omolho escorre pelo sudeste”, enquanto a Beco Laranja apresenta suas influências do shoegaze e MPB. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla e também podem ser adquiridos na portaria do Maquinaria, no dia do evento.
A Beco Laranja, banda que transita entre Juiz de Fora e São João Nepomuceno, cidades da Zona da Mata, se apresenta após o lançamento de seu primeiro single autoral, “Quatro gerações”, nas plataformas digitais. Pedro Domingos, guitarrista e vocalista secundário da banda, explica que lançar algo de maneira autoral foi uma experiência muito significativa, principalmente por representar a materialização de algo que, até então, existia apenas entre ensaios, gravações e ideias compartilhadas. “Existe uma distância enorme entre compor uma música e conseguir apresentá-la ao público como um trabalho finalizado.”

A banda integra o cenário da música independente e prepara seu primeiro EP, com a proposta de desenvolver um trabalho musical mais amplo, no qual as faixas possam dialogar entre si e construir um conceito artístico. Para o show, a expectativa é contribuir para uma cena musical que se constrói a partir de encontros. “Existe algo muito particular na música quando ela deixa o ambiente de ensaio e passa a ser compartilhada com outras pessoas. Cada apresentação é uma oportunidade de melhoria”, reflete Pedro.
A Beco Laranja surgiu de uma vontade coletiva de fazer música e transformar referências individuais em algo próprio. Rock alternativo, psicodelia, indie brasileiro, shoegaze e dream pop estão entre as influências musicais do grupo.
“A ideia de formar o Beco Laranja veio justamente do desejo de experimentar juntos, compor e descobrir até onde conseguiríamos chegar artisticamente. Acho que existe também uma inquietação muito comum a quem começa uma banda: a vontade de produzir algo que tenha identidade”, conta Pedro.
Vertentes diferentes
Já a banda oMolho segue a filosofia do “faça você mesmo”. Natural de Belo Horizonte, o grupo começou a organizar sua turnê por meio do boca a boca, até conseguir negociar apresentações com diferentes casas de show, como o Maquinaria. “A gente sempre arranjou nossos próprios shows, foram raras as vezes que recebemos convite, até que chegou o ponto que eu pensei que para a gente crescer, seria importante sair da capital”, conta a vocalista Poti.
O grupo nasceu com a proposta de apresentar o que tem molho de verdade no palco. O show em Juiz de Fora, primeira cidade a receber a miniturnê, terá no repertório o EP mais recente da banda, além de faixas do projeto solo de Poti.
Para a banda, o conceito de “molho” está presente em diferentes situações do cotidiano, como “andar por uma cidade e ver arte nela, ver cor, ver beleza, as nossas músicas, aquela pessoa gente boa que você nunca conversou, mas que você troca uma ideia, pede uma força, e ela se mostra ser a melhor pessoa possível”. Nas composições, a proposta é ampliar esse conceito, “molhificando” ainda mais as músicas.
Serviço
oMolho + beco laranja
Sábado (7), às 20h
Maquinaria (Rua São Mateus, 552 – São Mateus)
Ingressos antecipados via Sympla ou na portaria do evento
*Estagiária sob a supervisão da editora Cecilia Itaborahy









