Zagueiro de Juiz de Fora conquista título inédito da Série C como capitão do Maringá
Wendel Lomar, que passou pelas categorias de base do Sport Club e do Fluminense, disputou 19 partidas pelo Maringá

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Adicionar Tribuna de MinasO Maringá é o campeão brasileiro da Série C de 2026. E o primeiro título nacional da história do clube paranaense tem um capítulo escrito em Juiz de Fora. Capitão do time na campanha do acesso, o zagueiro Wendel Lomar, de 30 anos, ajudou a levar o clube à segunda divisão e entrou para a história como parte do primeiro elenco a conquistar um campeonato brasileiro com a camisa do clube.
“Conquistar esse título com o Maringá foi algo extraordinário e inédito para o clube. A cidade respira o Maringá, respira o futebol. Foi algo histórico e muito marcante”, comemora o capitão.

Um título para a história do Maringá
O Maringá já vinha de um planejamento voltado ao acesso. Segundo Wendel, a conquista coroou um trabalho sério que o clube desenvolvia há temporadas.
“Deixamos um legado. Daqui a 20, 30 anos, quando meu filho for à cidade e quiser conhecer a história do clube, vai ver que o pai dele esteve lá e contribuiu bastante para que isso acontecesse”, ressalta.
Para Wendel, os jogos mais marcantes da Série C não foram os da decisão, mas dois duelos da primeira fase que mantiveram o Maringá vivo na briga pela classificação: a virada sobre o Barra, em casa, e a vitória sobre o Paysandu, em Belém.
“Contra o Barra, na primeira fase, tínhamos que vencer de qualquer forma para chegar no último jogo com alguma chance de classificação. Primeiro tempo terminou 0 a 0 e no segundo tomamos um gol. Sentimos um desânimo do estádio, mas dentro do campo, acreditamos. Quando ninguém mais acreditava, continuamos firmes e conseguimos uma virada heroica no final do jogo”, conta.
A classificação veio no duelo seguinte, diante de mais de 41 mil pessoas no Mangueirão. “Só a vitória nos interessava também. Com o Mangueirão lotado e contra o Paysandu, um time muito forte. Conseguimos vencer dentro da casa deles, em uma atmosfera incrível. Alegria imensa de todos nós”, recorda.

Liderança e apoio da torcida
Como capitão, Wendel assumiu a função de manter o grupo alinhado nos momentos de pressão. “Busquei contribuir com a liderança, deixando o grupo focado e alinhado, sem desanimar com as dificuldades. Tivemos essa linha de comportamento e conduta para conquistar os objetivos do clube, o acesso e o título”, afirma.
O apoio da torcida maringaense, de acordo com o jogador, foi decisivo na reta final. “Evoluímos dentro de campo e a torcida veio junto, fazendo festas lindas, um grande diferencial. Fora de casa, também compareceram, principalmente na final, contra a Ferroviária, em Araraquara”, destaca.
Raízes em Juiz de Fora
Nascido em Ouro Branco, Wendel chegou a Juiz de Fora com apenas seis meses de idade, quando o pai foi transferido para a cidade natal da família. Foi na cidade da Zona da Mata que o jogador deu os primeiros passos no esporte, ainda no futsal, antes de migrar para o campo, por volta de 5 anos, na ADPM. Depois, passou ao futebol de campo no Sport, único clube em que atuou na cidade.
“Fui campeão da Copa Bahamas duas vezes, da Liga, e de todos os torneios que teve em Juiz de Fora. Minha geração foi sempre campeã”, afirma.
Aos 13 anos, saiu para um teste no Fluminense, foi aprovado e deu início à trajetória profissional. “Minha relação com Juiz de Fora é forte. Sempre que estou de férias vou à cidade, toda minha família mora lá”, revela.

Carreira e futuro
Formado no Fluminense, onde ficou dos 12 aos 19 anos, Wendel profissionalizou-se na França e retornou ao Brasil para jogar no Goiânia. Desde então, acumula passagens por Inter de Lages, Pelotas, Gama, Sergipe, Remo, Passo Fundo, Botafogo-PB, Capivariano e Maringá.
No clube paranaense há oito meses, o zagueiro tem vínculo com o Capivariano, pelo qual disputou o Paulistão antes de ser emprestado. Sobre o futuro, o capitão mantém a cautela. “Tenho contrato com o Capivariano, o Maringá quer renovar o empréstimo, mas vou esperar”, pondera.
O maior objetivo, no entanto, segue o mesmo desde o início da caminhada. “Meu maior sonho continua sendo chegar na elite do futebol, Série A do Brasileirão ou alguma liga forte no mundo. Estar com os melhores”, finaliza.
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