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Mpox: Rio de Janeiro concentra mais de 30% dos casos registrados no Brasil em 2026, e Ministério da Saúde reforça vacinação

País apresenta redução nos registros da doença em relação a 2022; nova remessa de 2 mil doses foi enviada ao Rio de Janeiro para imunização de grupos prioritários


Por Tribuna de Minas

06/11/2026 às 10h39

O Brasil registrou 665 casos confirmados de mpox em 2026, conforme balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (4). O número representa uma redução de 94% em relação a 2022, quando foram contabilizadas mais de 10 mil ocorrências da doença no país. Para reforçar as ações de prevenção, a pasta enviou mais 2 mil doses da vacina ao estado do Rio de Janeiro, que soma 218 casos neste ano, cerca de 32% do total registrado no país.

Com a nova remessa, o Rio de Janeiro recebeu 3,5 mil doses do imunizante ao longo de 2026. A distribuição aos municípios será coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde, enquanto a aplicação ficará sob responsabilidade das secretarias municipais. O Ministério da Saúde informou que novos envios poderão ocorrer conforme a necessidade identificada pelo estado.

A vacinação é destinada prioritariamente a pessoas que vivem com HIV/aids e apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, condição associada ao maior risco de desenvolvimento de formas graves da mpox. O esquema de imunização é composto por duas doses, aplicadas com intervalo de 28 dias.

Quem pode receber a vacina contra a mpox?

A orientação do Ministério da Saúde é que as pessoas pertencentes ao grupo prioritário realizem o cadastro nos Centros de Referência onde já recebem acompanhamento médico. Após o registro, será feito o agendamento da vacinação.

Além do público prioritário, outros grupos poderão receber o imunizante caso haja doses remanescentes. Entre eles estão pessoas com HIV/aids e contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.

A estratégia de imunização faz parte das ações de prevenção e controle da doença desenvolvidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na proteção das populações mais vulneráveis e na manutenção da capacidade de resposta dos serviços de saúde.

Casos de mpox apresentam queda no Brasil

Em comparação com 2022, quando o país enfrentou um aumento expressivo de infecções por mpox, os registros apresentaram redução em 2026. Até o balanço divulgado na quarta-feira, foram confirmados 665 casos em todo o território nacional.

No Rio de Janeiro, os 218 casos registrados neste ano representam uma diminuição de 84,2% em relação a 2022, quando o estado contabilizou aproximadamente 1,3 mil ocorrências.

O Ministério da Saúde informou que acompanha a evolução da vacinação e o consumo das doses distribuídas para avaliar a necessidade de novos repasses. O monitoramento epidemiológico é realizado em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde.

Entre as medidas adotadas estão a identificação de casos suspeitos, a notificação às autoridades sanitárias, a investigação epidemiológica, a realização de exames laboratoriais e o acompanhamento de pessoas que tiveram contato com pacientes infectados.

Quais são os sintomas da mpox?

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, cuja transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções corporais ou objetos contaminados de pessoas infectadas.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Lesões ou erupções na pele;

  • Febre;

  • Aumento dos linfonodos, conhecidos como ínguas;

  • Dor de cabeça;

  • Dores no corpo;

  • Calafrios;

  • Fraqueza.

As lesões podem aparecer em diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, boca e região genital.

Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com a doença devem procurar uma unidade de saúde para avaliação médica. Durante o atendimento, os profissionais devem investigar possíveis exposições ao vírus e, quando necessário, coletar amostras para diagnóstico laboratorial.

Vacinação após contato com pessoas infectadas

Quem teve contato próximo com um caso suspeito ou confirmado de mpox também deve procurar atendimento para avaliação do risco de exposição e receber orientações sobre o acompanhamento dos sintomas.

Nessas situações, a vacinação pós-exposição pode ser recomendada, preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato com o vírus.

A aplicação também pode ocorrer em até 14 dias após a exposição. Entretanto, nesse período, a efetividade para prevenir a infecção é menor, e a imunização passa a ter como principal objetivo reduzir o risco de evolução para formas graves da doença.

Como prevenir a mpox?

A principal recomendação para evitar a transmissão é não manter contato direto com pessoas que apresentem suspeita ou confirmação da doença, especialmente com lesões de pele.

O Ministério da Saúde também orienta a adoção de medidas de higiene e cuidados com objetos de uso pessoal. Entre as recomendações estão:

  • Evitar o compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, roupas e utensílios;

  • Higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel;

  • Lavar roupas, toalhas e lençóis com água e detergente;

  • Limpar e desinfetar superfícies e objetos utilizados com frequência;

  • Cumprir o período de isolamento recomendado até o fim da transmissão da doença.

A transmissão pode ocorrer desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões, quando uma nova camada de pele se forma. Por isso, pessoas diagnosticadas devem seguir as orientações dos profissionais de saúde para evitar novos casos.

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe