UFJF não suspende aulas para segundo turno, mas aceita deslocamento como justificativa para faltas
Decisão ocorre após Universidade Federal de Lavras e Universidade Federal de São João del-Rei suspenderem completamente as atividades na sexta-feira anterior e na segunda-feira posterior ao pleito
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) informou à Tribuna, nesta terça-feira (13), que irá “flexibilizar” as atividades acadêmicas para estudantes que precisarem viajar para seus domicílios eleitorais para votar no segundo turno das Eleições. Ou seja, as aulas não serão suspensas, mas o aluno que faltar e der a justificativa do deslocamento para o voto terá ela aceita e não sofrerá nenhum prejuízo.
A decisão vem após a Universidade Federal de Lavras (UFLA) – a 244 quilômetros de Juiz de Fora – e a Universidade Federal de São João del-Rei – a 155 quilômetros – suspenderem as atividades acadêmicas de graduação e pós-graduação nos dias 23 e 26 de outubro (sexta-feira anterior e segunda-feira posterior ao segundo turno).
A Tribuna noticiou as suspensões na última sexta-feira (9). Naquele dia, a UFJF havia se limitado a dizer que o assunto seria discutido internamente, e que informaria caso houvesse alguma decisão nesse sentido.
A Universidade Federal de Viçosa (UFV), outra da região, no Campo das Vertentes, informou que não haverá qualquer tipo de suspensão. “Será seguido o calendário escolar aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, assim como ocorreu no primeiro turno das eleições”, diz a nota enviada à Tribuna na sexta.
“Os dias 23 e 26, portanto, serão dias letivos normais. Houve, no entanto, uma orientação para que não sejam aplicadas provas na véspera da eleição, para não dificultar o deslocamento daqueles que queiram participar da votação no segundo turno.”
A reportagem também havia questionado à Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), se tomariam alguma decisão nesse sentido, já que um abaixo-assinado criado por uma estudante pede a suspensão à reitoria e já contava com mais de 4.420 assinaturas, de um universo de 7.735 estudantes. Agora, já são mais de 5.040. A Universidade ainda não retornou ao contato da Tribuna.
Movimentos do tipo não foram encontrados em nenhuma outra Universidade Federal do estado.








