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Após erros em pagamentos, servidores da PJF discutem paralisação na próxima semana

Sinserpu-JF convocou assembleia para segunda-feira (5), quando a categoria vai decidir sobre uma paralisação de 48 horas; Prefeitura confirma que apura 65 possíveis ocorrências na folha em outubro


Por Pâmela Costa

02/10/2026 às 11h44

Erros recorrentes no pagamento de salários colocaram os servidores municipais de Juiz de Fora diante da possibilidade de uma nova paralisação. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) convocou uma assembleia para a manhã da próxima segunda-feira (5), após cerca de 65 trabalhadores da Prefeitura (PJF) não receberem a remuneração devida. Na data, a categoria deve decidir se interrompe as atividades por 48 horas em protesto contra as falhas na folha.

A convocação para a Assembleia Geral Extraordinária foi publicada no domingo (27), com a reunião marcada para o dia seguinte às eleições, que ocorrem neste domingo (4). Segundo o Sinserpu, a assembleia será realizada em 5 de outubro de 2026, às 9h, em primeira convocação, e às 9h30, em segunda chamada, na sede do sindicato, na Rua São Sebastião, 780, no Centro.

“Os recorrentes equívocos nos vencimentos dos servidores vêm causando prejuízos graves e acumulados aos trabalhadores”, disse o sindicato em nota. Há cerca de um mês, 42 trabalhadores do Hospital de Pronto-Socorro (HPS) relataram erros no pagamento referente a agosto. Os valores foram regularizados pela Prefeitura após a categoria anunciar uma paralisação das atividades. 

O cenário de desgaste entre a Prefeitura e a categoria levou o Sinserpu a classificar como “clara e urgente” a assembleia marcada para a próxima semana. Segundo o sindicato, o objetivo é deliberar sobre os erros “constantes e reiterados” no pagamento dos salários. A entidade afirmou ainda que “não vai mais tolerar o desrespeito com o servidor municipal” e criticou a gestão do Executivo, que, segundo o Sinserpu, “insiste em pagar salários errados”.

A entidade, que negocia com o poder público em nome dos servidores convocou trabalhadores da administração direta e indireta, incluindo Funalfa, Demlurb, Procon e Museu Mariano Procópio, para a reunião da próxima semana. Caso a paralisação seja aprovada na assembleia, apenas 30% dos servidores deverão permanecer em atividade nos serviços considerados essenciais, conforme previsto em lei.

Em nota pública publicada pela Prefeitura de Juiz de Fora na tarde desta quinta-feira, o executivo informou que “trabalha para zerar as ocorrências relacionadas ao pagamento da folha” e complementou dizendo que mantém canais abertos com os servidores. 

Atraso em verbas rescisórias

Os problemas também se repetem na folha de ex-servidores. Na quinta-feira (1º), trabalhadores contratados temporariamente para atuar na enfermagem se reuniram em protesto contra o atraso no pagamento das verbas rescisórias referentes a contratos com duração de um ano. Após meses de espera, a mobilização independente conseguiu que a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) se comprometesse a quitar os valores por meio de pagamentos em lotes, previstos para outubro, novembro e dezembro deste ano, conforme informou o representante do ato e enfermeiro, Anderson Mateus.