Esta eleição vai decidir o futuro do Brasil
“O voto é o instrumento fundamental da soberania popular e a base de sustentação do regime democrático, permitindo que cada cidadão participe diretamente das decisões políticas e da escolha de seus governantes.”
“Todos nós temos que tomar consciência da gravidade desse momento, talvez essa eleição seja o momento mais grave da nossa história, porque vai se decidir qual é o nosso destino, se é o destino de morte, da violência, da brutalidade, da insanidade… ou se resgatamos aquilo que é próprio dos brasileiros, a nossa abertura, a nossa gentileza, a nossa alegria de viver” (Leonardo Boff).
O voto é o instrumento fundamental da soberania popular e a base de sustentação do regime democrático, permitindo que cada cidadão participe diretamente das decisões políticas e da escolha de seus governantes.
No Brasil, a disciplina jurídica desse direito está centralizada na Constituição Federal de 1988. Por meio dele, cada eleitor deixa de ser apenas um espectador das decisões políticas e passa a atuar diretamente na escolha dos governantes e legisladores que definirão os rumos da sociedade.
Mais do que um dever legal , o ato de votar representa a afirmação da soberania popular e a ferramenta mais legítima para cobrar responsabilidade, transparência e melhorias em serviços essenciais como saúde, educação, segurança e economia.
O direito ao voto livre, direto e secreto, compartilhado de forma universal por homens e mulheres de diferentes origens, credos e rendas, não foi um evento natural e sim o resultado de décadas de mobilizações, debates e reformas institucionais. Quando o eleitor comparece à urna eletrônica, ele valida o esforço histórico de gerações que lutaram para garantir que todas as vozes tivessem o mesmo peso político na esfera pública.
A real eficácia do voto reside na capacidade de discernimento e na maturidade cívica do eleitor. Para que a escolha se traduza em progresso, ela deve se basear no voto consciente.
A troca de votos por favores, bens materiais ou vantagens pessoais compromete o bem comum. A compra de votos mantém no poder líderes sem compromisso com a justiça social e o bem comum. O fortalecimento de instituições democráticas e o combate à desigualdade social passam obrigatoriamente pela qualidade das escolhas feitas nas urnas.
O aumento do absenteísmo (eleitores que deixam de comparecer às urnas) e o crescimento dos votos brancos e nulos são reflexos, muitas vezes, do descontentamento com a classe política. Contudo, a omissão reduz a representatividade da eleição. Deixar de votar permite que uma parcela menor da população decida o futuro de todos. Por outro lado, a participação ativa é o único caminho para não eleger pessoas comprometidas com o neoliberalismo e o totalitarismo.
Na visão de Boff “é triste existir sem viver. Porque não basta existir. Nós queremos viver. Viver com alegria. Conviver com os outros, e isso está sendo negado nesse país por essa onda de ódio, de exclusão, contra os homoafetivos, contra os indígenas, contra as mulheres, contra os pobres e as periferias”.
* Armando Sergio Mercadante é professor.
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