A pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (02), refletiu não só a polarização, como também o cansaço do eleitor que deseja uma alternativa. Na avaliação do cientista político Rubem Barboza, da UFJF, em todas as eleições das quais Lula participou sempre houve uma candidatura de centro ou de centro-esquerda – não polarizada – que ficou em torno de 10%, o mesmo patamar de Augusto Cury (Avante), que se desgarrou do segundo grupo de candidatos à presidência da República. No entanto, para o professor, não dá para prognosticar nada por enquanto.
Voto de Cury pode decidir eleição “no olho mágico”, diz cientista político
Na avaliação de Rubem Barboza, os números atuais apontam para uma repetição do pleito de 2022, com uma eleição “decidida no olho mágico”. Embora haja a ascensão do voto insatisfeito, em um segundo turno ele se desfaz, o que leva a candidatura de Cury a um papel decisivo se ele mantiver os atuais percentuais ou crescer na pesquisa de intenção de voto. O destino de seus votos será estratégico tanto para Lula quanto para Flávio Bolsonaro.





