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Com média de 16 anos de idade, JF Vôlei analisa participação inédita na Superliga C feminina como ‘muito positiva’

Equipe juiz-forana terminou na quarta colocação da chave Sudeste e conquistou a primeira vitória de sua história na competição nacional


Por Hugo Netto

03/08/2026 às 15h11- Atualizada 03/08/2026 às 15h17

A Superliga C feminina se encerrou no domingo (2), com o estreante JF Vôlei na quarta posição da etapa Sudeste, após somar 3 pontos. A equipe comandada pelo técnico Fabrício Amaral conquistou a primeira vitória de sua história na competição nacional, e sofreu três derrotas. Todos os jogos foram disputados no Clube Paineiras do Morumby, em São Paulo (SP).

Chamou a atenção a média de idade das jogadoras do JF Vôlei, de 16 anos. As únicas jogadoras com 18 anos ou mais são a ponteira Lara Martins, de 21 anos, a levantadora Ingrid, de 32, e a ponteira Malu, 18. A mais nova tem 13 anos de idade, a ponteira Lara Mattos.

À Tribuna, o diretor Maurício Bara elogiou a experiência. “Eu avalio todo o processo da Superliga C — os treinamentos, a parceria com o Mackenzie, o amistoso em Juiz de Fora e a disputa da competição — como muito positivo. Atingimos os nossos objetivos, que eram promover essa mobilização, trabalhar da melhor maneira possível, criar um novo braço do projeto e dar oportunidade às atletas da base. Isso aconteceu.”

JF Vôlei encerra participação na Superliga C feminina com a primeira vitória
JF Vôlei (Foto: Reprodução)

Campanha

O JF Vôlei iniciou a competição na quinta-feira (30), ao encarar as donas da casa, do Clube Paineiras, com revés por 3 sets a 0 (25/13, 25/16 e 25/23). Na sexta-feira (31), veio a primeira vitória na competição. Contra o C.N.R. Alvares Cabral, as atletas juiz-foranas venceram, de virada, por 3 sets a 2: parciais de 26/28, 16/25, 25/15, 25/18 e 15/6.

No sábado (1º), a derrota de 3 sets a 2 foi para o Vazante, com parciais de 18/25, 25/22, 23/25, 25/17 e 12/15. Na última partida, o time de Juiz de Fora perdeu para o Instituto Capixaba por 3 a 0, com parciais de 16/25, 21/25 e 18/25. 

“A Superliga C é sempre uma incógnita, porque não conhecemos as equipes. Os times são montados para a competição e não jogam antes. Após a competição, a avaliação é de que fomos competitivos em boa parte dos jogos, com exceção dos dois primeiros sets da primeira partida. No restante, fomos muito competitivos, vencemos uma partida e poderíamos ter vencido a segunda”, analisa Bara.

“Acho que houve um efeito de um jogo sobre o outro. Tivemos uma partida muito desgastante, que terminou em 3 sets a 2 contra o Álvares Cabral, e isso acabou impactando o jogo contra a Academia do Vôlei, que também terminou em 3 sets a 2. Foi um desgaste já esperado. Nós comentávamos isso na véspera. Houve um desgaste físico e emocional muito grande, que acabou impactando o desempenho. Ainda assim, fizemos um bom jogo contra a equipe que se classificou, o Instituto Capixaba. É uma equipe muito consistente e que mereceu a vaga”, complementa o diretor do JF Vôlei.

Futuro do JF Vôlei

Questionado sobre os próximos passos do projeto, Maurício Bara deu indícios de que irá participar novamente da Superliga C em 2027. “A ideia é continuar disputando torneios adultos e regionais com as garotas das categorias de base, para criar ainda mais bagagem e experiência para essas meninas, já sabendo que a Superliga C faz parte do nosso calendário”, relata. “Em 2027, o nosso plano é estar de volta de maneira constante, com a equipe masculina na Superliga B e a equipe feminina na Superliga C. É assim que pretendemos seguir, buscando aprimorar cada vez mais o processo”, finaliza Bara.