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‘Cidade de Escritores’: conheça quatro autores de Juiz de Fora

Em comemoração à data, Tribuna inicia série especial com escritores de diferentes gêneros e destaca diversidade da produção local


Por Beatriz Bath

25/07/2026 às 06h00

Há 66 anos, o dia 25 de julho ganhou um novo significado. O primeiro Festival do Escritor Brasileiro, que aconteceu no Rio de Janeiro em 1960, marcou a criação do Dia Nacional do Escritor: uma data dedicada a reconhecer aqueles que transformam histórias, memórias e ideias em literatura em todo o país. A iniciativa partiu da União Brasileira de Escritores (UBE), que tinha como vice-presidente o escritor Jorge Amado, um dos principais nomes da literatura brasileira. Para marcar a data em Juiz de Fora, o especial Cidade de Escritores seguirá a trajetória de quatro autores da cidade dos mais diferentes gêneros literários.

Ao longo da próxima semana, os leitores vão mergulhar nos universos literários da contadora de histórias Vanda Maria Ferreira, do poeta Giovani Verazzani, da autora de livros infantis Déa Araújo e do escritor de ficção de horror Anderson Pires.

Conheça abaixo cada um deles:

Vanda Maria Ferreira é professora, autora, pesquisadora e contadora de histórias, suas e de outras pessoas. Mas, mais do que isso, também as vive. A autora importa a filosofia de Conceição Evaristo, que se refere a uma escrita que nasce da vivência, da memória e da ancestralidade, especialmente sob a perspectiva de mulheres negras.

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Vanda busca garimpar histórias que provoquem o público (Foto: Arquivo pessoal)

Giovani Verazzani é poeta de versos atravessados pela música. Antes de se reconhecer como escritor, encontrou na sonoridade do rap, do punk rock e do hardcore caminhos para perceber a poesia como algo ligado à vida, ao ritmo e à urgência do cotidiano. Sua escrita nasce dessa escuta, desse encontro entre palavra e som, e se espalha também por outros territórios, como os saraus, slams e movimentos ligados ao hip hop.

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O encontro de Giovani Verazzani com a música foi fundamental para se ver como poeta (Foto: Divulgação)

Déa Araújo escreve um pouco de tudo. Na literatura infantil, encontrou espaço para transformar curiosidades, sentimentos e pequenas descobertas em histórias e poemas que conversam com as crianças. Sua escrita nasce do desejo de criar pontes entre a imaginação e a leitura, mostrando que a poesia também pode morar nos primeiros encontros com os livros.

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Déa Araújo acredita na força do primeiro contato com os livros (Foto: Arquivo pessoal)

Anderson Pires é professor adjunto da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Seus livros transitam entre o terror psicológico e o gótico, inspirando-se em livros clássicos, como “A Divina Comédia”, e referências do mundo das histórias em quadrinhos, como “Sandman”.

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Anderson navega na ficção de horror (Foto: Arquivo/TM)