‘Doce Árido’ tem três apresentações em Juiz de Fora e parte para temporada no Rio

Apresentação no Teatro Paschoal Carlos Magno conta com as atrizes Rebeca Figueiredo, Layla Paganini, Pri Helena e Lívia Gomes; ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla


Por Elisabetta Mazocoli

24/06/2026 às 13h50

Quando a cidade vira palco - Teatro de Juiz de Fora
(Foto: Divulgação/Marcella Calixto)

A peça juiz-forana “Doce Árido” terá temporada especial esta semana, com apresentações na quinta-feira (25), sexta-feira (26) e sábado (27), depois do sucesso de público em 2025 e de passar pelo Festival de Teatro de Curitiba. A montagem escrita e dirigida por Tairone Vale terá realização no Teatro Paschoal Carlos Magno, e acompanha três gerações de mulheres do interior de Minas Gerais que sustentam a família com a produção artesanal de doce de leite.

Diante de uma grande oportunidade de mudar de vida, mãe, filha e avó precisam reinventar suas próprias regras de sobrevivência, e o público mergulha nas questões que envolvem a identidade e o cotidiano delas. O elenco conta com as atrizes Rebeca Figueiredo, Layla Paganini, Pri Helena e Lívia Gomes, e os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla. Depois da temporada em Juiz de Fora, a peça parte para o Rio de Janeiro, prevista para acontecer entre julho e agosto.

O primeiro contato que o público teve com “Doce Árido” foi essencial para impulsionar a continuidade da montagem. Quando a peça teve estreia, na Praça CEU, o diretor conta que entendeu o potencial de identificação da história. “Acho que o acolhimento do público, a forma como as pessoas saem da peça atravessadas pela história que a gente conta, provocadas pela dramaturgia dessas personagens e dessa nossa roça, mostrou como uma história de mulheres isoladas no interior de Minas pode ser universal”, afirma Tairone. 

Após a apresentação de quinta-feira, o espetáculo promove um debate aberto ao público com o tema “A violência estrutural em ‘Doce Árido’”. Esse encontro conta com a participação de Júlia Pessôa, especialista em violência contra a mulher; da historiadora e militante Lucimara Reis, integrante do coletivo Pretex em Movimento e do Fórum 8M-JF; e da palestrante e perita em comunicação corporal Carol Portilho. A conversa busca ampliar as reflexões levantadas pela montagem sobre violência estrutural, maternidade, abandono e permanência.

A possibilidade da peça circular novamente em Juiz de Fora é ressaltada como uma forma de preparar o espetáculo para a passagem por outros espaços, assim como fortalecer a relação com o público. É isso que destaca a atriz e co-produtora Pri Helena, que entende que a temporada no Rio de Janeiro será uma oportunidade de ampliar o alcance do espetáculo e de inserir o trabalho em uma importante vitrine para a circulação nacional.

“Levar ‘Doce Árido’ para o Rio também é uma forma de levar os artistas da nossa cidade, os nossos trabalhos e a nossa arte junto com a gente”, afirma. Ela também contou que sua personagem, Maria Antônia, será dividida entre ela, na apresentação de quinta-feira e sexta-feira, e a atriz Lívia Gomes, no sábado, que também ficará disponível nos dias que ela terá gravação da novela “Quem ama cuida”. 

O projeto conta, ainda, com trilha sonora original de Laura Jannuzzi, direção de arte de Cris Bourgeaiseau e desenho de luz de Nitay Krishna. O valor dos ingressos varia entre R$ 30 e R$ 60, tendo a possibilidade de comprar o duplo, por R$ 100.