João Bosco se apresenta no Cine-Theatro Central nesta sexta-feira
Artista traz para Juiz de Fora repertório clássico e novas canções após adiamento da data original do show
João Bosco, um dos maiores artistas da música brasileira, se apresenta nesta sexta-feira (26), às 21h, no Cine-Theatro Central. O show, que reúne clássicos do artista e músicas novas, originalmente seria em março, mas foi adiado devido às fortes chuvas que atingiram a cidade. Os ingressos estão à venda pela plataforma TicketMaster.


João Bosco construiu, em mais de cinco décadas, uma das mais importantes carreiras da Música Popular Brasileira, com um compromisso firmado com a qualidade de produção musical que perpassa todo o seu trabalho. Nascido em Ponte Nova, interior de Minas Gerais, o cantor ajudou a projetar a região para o mundo.
Com seu inconfundível violão, o mineiro hipnotiza plateias com dezenas de sucessos que marcaram a história do Brasil, como “O bêbado e a equilibrista”, “O mestre sala dos mares”, “Bala com bala”, “Kid Cavaquinho”, ” Falso brilhante”, “De frente pro crime”, “Rancho da Goiabada”, “Jade” e “Bijuterias”, dentre tantas outras canções inesquecíveis que estarão presentes em sua apresentação.
Em 2024, João Bosco, em sintonia com a profecia de Ailton Krenak, que afirmou ser dos povos originários que virá a cura, o adiamento do fim do mundo, lançou seu primeiro álbum de inéditas desde 2020, “Boca cheia de frutas”.
Recorrendo ao canto yanomami “wakuru, wakuru Këëi moramakï wakuru wakuru wakuru Këëi” (“boca cheia, boca cheia, boca cheia, boca cheia de frutas, boca cheia, boca cheia”) entoado repetidas vezes ao final do álbum, João Bosco traz uma metáfora para um futuro possível.
Há ainda uma releitura de “Cio da Terra”, de Milton Nascimento, e homenagens à Tom Jobim e Aldir Blanc.
Sobre João Bosco
O compositor e violonista João Bosco cresceu em um ambiente musical. O bandolim, o piano, o canto e o violino faziam parte de seu cotidiano familiar e, aos 12 anos de idade, ganhou de uma de suas irmãs um violão verde, seu primeiro instrumento.
Apesar de, mais tarde, não deixar de lado os estudos – ingressou na Escola de Minas, em Ouro Preto -, dedicava-se sobremaneira à carreira musical, influenciado principalmente por gêneros como o Rock, o Blues, o Jazz e a Bossa Nova.
Em 1972, teve sua primeira gravação fonográfica, marco inicial de sua profissionalização, no projeto Disco de Bolso, do jornal “O Pasquim”, onde um artista consagrado apresentava um artista jovem, a ser revelado ali.
João Bosco apareceu no lado B de Tom Jobim, que lançava no lado A aquela que viria a ser uma das mais emblemáticas canções brasileiras, “Águas de Março”, enquanto Bosco lançava sua parceria com Aldir Blanc, “Agnus Sei”. De 1972 até hoje, foram mais de 32 álbuns com grandes sucessos e trilhas de novelas que marcaram gerações.
Serviço
João Bosco e Quarteto
Cine-Theatro Central (Praça João Pessoa – Centro)
Sexta-feira (26), às 21h
Ingressos à venda pelo TicketMaster ou na bilheteria do Zine Cultural
*Estagiária sob a supervisão da editora Cecilia Itaborahy










