VEJA VÍDEO: Minas registra 658 focos de queimadas, exigindo alerta durante a estiagem

Com a redução das chuvas e o aumento do risco de incêndios florestais, Bombeiros reforçam orientações para prevenir queimadas e proteger áreas de vegetação


Por Fernanda Castilho

05/06/2026 às 14h44

Com a diminuição das chuvas, o período de estiagem aumenta o risco de incêndios em vegetação, colocando em perigo a população, os animais e o meio ambiente. Por isso, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais orienta a população a não realizar queimadas nem utilizar fogo para a limpeza de terrenos, além de evitar o descarte de bitucas de cigarro em áreas com vegetação. A corporação também pede que incêndios e práticas irregulares sejam denunciados aos órgãos responsáveis.

Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), após Minas Gerais registrar queda, foram contabilizados 658 focos de queimadas somente em 2026, 82% do total verificado ao longo de todo o ano anterior. Em 2025, foram 799 ocorrências. Os estados mais atingidos neste ano foram Mato Grosso, com 1808; Bahia, com 1778; e Pará, como 1636.

Segundo a Cemig, as queimadas também afetam o fornecimento de energia no estado. A companhia registrou, no ano passado, 769 ocorrências no sistema elétrico causadas por queimadas na sua área de concessão, prejudicando o fornecimento  para 536 mil clientes.

Como explica Ramon Cavalini Furiati, gerente do Centro de Operação da Distribuição da Cemig, um incêndio pode causar danos à rede elétrica e trazer prejuízos à população, podendo deixar hospitais, comércios e escolas sem o fornecimento de energia elétrica. 

“Vários equipamentos – como postes, cabos e torres – podem ser danificados pelas chamas e isso torna o restabelecimento do serviço mais demorado. O volume alto de fumaça pode trazer sérios danos à saúde, principalmente nesta época do ano em que doenças respiratórias são mais comuns”, comenta.

Plano para prevenção

O Governo de Minas lança, na próxima segunda-feira (8), o Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais 2026-2031, que será um instrumento para orientar as ações de prevenção, preparação e resposta aos incêndios em vegetação em todo o território mineiro pelos próximos cinco anos.