Receita comprometida
Apesar dos mais de R$ 680 mil lucrados com a chegada à terceira fase da Copa do Brasil, o Tupi segue em dificuldades financeiras. Situação que poderia ser amenizada caso o Carijó não estivesse convivendo com o bloqueio do patrocínio da Prefeitura. São quatro meses sem receber uma das principais verbas do orçamento do clube, totalizando R$ 120 mil reais fora dos cofres.
O motivo para esse bloqueio foi a inadimplência do Tupi em relação a, aproximadamente, R$ 11 mil em impostos devidos segundo a Lei Mário Helênio, que prevê o recolhimento de 5% da receita de todos os eventos esportivos realizados em Juiz de Fora. A regra, criada em 2002, só esse ano passou a ser cobrada pelo Conselho Municipal de Desporto (CMD). No caso do Carijó, não foram contabilizados os dois primeiros jogos de 2015 no Estádio Municipal, contra Tombense e América-MG, pelo Campeonato Mineiro. Só na terceira partida, contra o Cruzeiro, em 28 de fevereiro, o tributo passou a ser cobrado. Segundo o CMD, o clube foi comunicado com antecedência sobre o início da cobrança.
Dali para frente, todos os outros cinco jogos do Carijó em Juiz de Fora receberam a cobrança de 5% sobre o faturamento. Porém, duas partidas são “responsáveis” por quase 90% da dívida: o duelo contra o Cruzeiro teve 7.548 ingressos vendidos, gerando uma receita de R$ 169.380 e o imposto de R$ 8.469. Já o confronto contra o Atlético-PR, em 28 de abril, pela Copa do Brasil, contou com 1.695 pagantes, o que gerou uma renda bruta de R$ 27.030 e a taxa devida de R$ 1.351,50. Por esse motivo, o Tupi ainda não viu a cor do dinheiro que deveria vir da Prefeitura. As cotas de R$ 30 mil mensais seriam pagas em fevereiro, março, abril e maio. Retidas, chegam aos R$120 mil.
A diretoria do Tupi foi procurada pela reportagem da Tribuna, mas não retornou as ligações. Para receber a verba, o Carijó precisa quitar o valor antes que a cobrança caia na dívida ativa, o que poderia complicar ainda mais a chegada dos recursos. De acordo com o CMD, o clube já não é cobrado pelo aluguel do Estádio Municipal, cujo custo mensal de manutenção giraria em torno de R$ 90 mil.
Os impostos recolhidos pela Lei Mário Helênio são direcionados para o Fundo Municipal de Apoio ao Esporte (Fumape), destinado a dar apoio financeiro a programas e projetos de caráter desportivo em Juiz de Fora, e que pode ser pleiteado por qualquer atleta da cidade que necessite de financiamento.









