Ouça agora

Zico volta a JF para um amistoso em maio


Por WALLACE MATTOS

23/04/2015 às 06h00- Atualizada 06/05/2015 às 16h19

Leonardo Beire organiza o evento que trará Zico à cidade

Leonardo Beire organiza o evento que trará Zico à cidade

A cidade que marcou a despedida profissional nos gramados de um dos maiores jogadores do futebol brasileiro e, até hoje, maior ídolo do Flamengo vai recebê-lo mais uma vez, 25 anos depois. Zico, ao lado de amigos como Aldair, Júnior Baiano, Maurinho, Athirson, Tita, Walber, Djair, Cláudio Adão, Zé Carlos Segundo, Beto e Marcos Leite, vai enfrentar um selecionado juiz-forano, no dia 16 de maio, às 17h, no Estádio Radialista Mário Helênio. A seleção local, comandada por Adil, ex-jogador com passagens pelos locais Tupi e Sport, será convocada nos próximos dias.

O primeiro lote de ingressos, com valores promocionais, será vendido do dia 27 de abril a 3 de maio, no Centro de Futebol Zico (CFZ – Rua José Lourenço Kelmer 710, São Pedro). A inteira custará R$ 20, e a meia, R$ 10 (para estudantes e idosos com mais de 60 anos, mediante apresentação de documento). O promotor do evento, Leonardo Beire, também coordenador do CFZ na cidade, destacou a felicidade em homenagear o craque do Fla. “O Centro de Futebol Zico é a ligação direta entre a cidade de Juiz de Fora e este grande nome do esporte. A despedida do Zico foi um marco para a cidade, e, para nós, é uma honra prestar esta homenagem a um dos maiores camisa 10 de todos os tempos no Brasil e no mundo.”

 

Como foi

No dia 2 de dezembro de 1989, Zico se despedia do futebol profissional brasileiro – mais tarde atuaria no Japão pelo Kashima Anthlers, ajudando a desenvolver o esporte na Terra do Sol Nascente – e vestiria oficialmente, pela última vez, a camisa do Flamengo, de quem é até hoje o maior ídolo de todos os tempos. A partida era um Fla-Flu disputado no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, por conta da interdição do Maracanã, e válida pelo Campeonato Brasileiro. O jogo terminou em goleada por 5 a 0 do Rubro-Negro sobre o Tricolor.

Os 13.783 pagantes do confronto, com arbitragem do carioca Aloísio Viug, viram o próprio Zico abrir de falta o placar, aos 22 minutos do primeiro tempo. No segundo tempo, a goleada se construiu com gols de Renato Gaúcho, Luís Carlos, Uidemar e Bujica. Naquela tarde, o Flamengo jogou com Zé Carlos, Josimar, Júnior, Rogério, Leonardo (Marcelinho Carioca); Aílton, Luís Carlos, Zico (Uidemar); Renato Gaúcho, Bujica e Zinho, sob o comando de Valdir Espinosa. Já o Fluminense contou com Ricardo Pinto, Carlos André, Edson Mariano, Alexandre Torres; Marcelo Barreto, Vítor, Donizete, Vander Luís, João Santos (Dedei); Sílvio e Franklin (Marcelo Henrique), com comando técnico de Telê Santana.

 

Carreira

Arthur Antunes Coimbra, o Zico, nasceu em 3 de março de 1953, no Rio de Janeiro, e iniciou sua carreira na escolinha do Flamengo em 1967. Em 1969, conquistou seu primeiro título: o Campeonato Carioca Infantil. Recebeu o apelido de Galinho de Quintino por ser franzino e ter nascido em Quintino, subúrbio carioca. A estreia como profissional foi em 29 de julho de 1971, na vitória de 2 a 1 sobre o Vasco, pela Taça Guanabara.

O primeiro título no time principal do Flamengo aconteceu em 1972, quando conquistou o Campeonato Carioca. De 1974, ano que conquistou a titularidade no Fla, a 1983, participou de todas as conquistas obtidas pelo Flamengo, incluindo a Taça Libertadores da América e o Mundial Interclubes, em 1981. O sucesso despertou o interesse da Udinese (Itália), clube que Zico defendeu por duas temporadas. Em 1985, o camisa 10 voltou a jogar no Flamengo. Como jogador, o Galinho disputou três Copas do Mundo pela Seleção Brasileira: Argentina (1978), Espanha (1982) e México (1986). O meia marcou 509 gols como profissional pelo Rubro-Negro e, em toda a carreira, totalizou 826 gols. Ainda hoje é o maior artilheiro do Maracanã, estádio onde marcou 333 vezes em 435 partidas.

Na Copa da França (1998), Zico integrou a comissão técnica da Seleção Brasileira. Já na Copa da Alemanha (2006), foi o técnico da Seleção Japonesa. Ainda como treinador, esteve à frente do Fenerbahce (Turquia), do Bunyodkor (Uzbequistão), do CSKA (Rússia) e do Olympiacos (Grécia). Graças à sua genialidade, foi chamado de “Deus do futebol” no Japão e de “Rei Arthur” na Turquia.

Atualmente, Zico dedica-se à formação de novos talentos do futebol, por meio das unidades do CFZ, que possuem parceria com clubes do Brasil e do exterior. Também são dele o projeto social Zico 10, que beneficia crianças carentes, e a seleção Amigos do Zico, que realiza partidas no país e no exterior.