APRENDER COM ERROS
O que ambientalistas vaticinavam há décadas, mas nem sempre o Poder Público e a população escutavam, vem se concretizando, pelo menos no que diz respeito à escassez e à falta de qualidade da água. Como em muitos outros setores, aqui, as providências acabam sendo tomadas quando a situação se expõe de maneira mais grave. Aí, nem sempre é possível recuperar o tempo perdido e reverter anos de inércia ou de ações negativas.
Reportagem da Tribuna do último domingo mostra que não é apenas a falta de chuva que prejudica os nossos mananciais, mas também, e principalmente, a ação do homem no entorno das represas, com a abertura de estradas, construção de imóveis, despejo de esgoto sanitário de granjas e condomínios nos córregos, ausência de cobertura vegetal nas proximidades, entre outros fatores apontados pelos especialistas ouvidos.
Segundo os próprios especialistas, para piorar, os erros, que quase destruíram a Represa de São Pedro, se repetem, e faltam cuidados ambientais, por exemplo, com o nosso manancial do futuro, já que nenhum dos mais de 30 córregos de contribuição de Chapéu D’Uvas está completamente protegido. Além disso, guardadas as devidas proporções, a represa poderá sofrer as mesmas consequências já observadas nas outras.
Portanto, não pode haver leniência das autoridades com relação às causas dos mananciais, assim como cada um precisa saber sua responsabilidade no processo contra a degradação ambiental e a poluição. Se hoje existe sacrifício em relação ao abastecimento, é necessário se conscientizar para que a situação não se repita no futuro, afinal, é preciso aprender com os erros.











