MORTE BANALIZADA
Não podemos nos acostumar com as mortes violentas nas ruas, seja por crimes ou no trânsito, também origem de muitas perdas em Juiz de Fora e no país. Mas a vida vem sendo banalizada aos nossos olhos. Só este ano, seis pessoas já morreram atropeladas na cidade, enquanto, em todo o ano passado, foram 16 mortes, conforme mostrou reportagem da Tribuna divulgada na última quarta-feira. No Brasil, no ano de 2013, de acordo com dados do Portal do Trânsito, foram mais de 7.500 pessoas mortas em atropelamentos.
São números de uma verdadeira guerra. Mortes de pessoas que interrompem muitos sonhos e planos por causa de um único momento, seja de descuido próprio ou de imprudência, imperícia ou negligência praticadas por outrem. Os números do país são muito negativos em relação a outras nações. Há uma intolerância com muitas situações no nosso dia a dia, mas não há a mesma revolta com estas mortes.
Enquanto em São Paulo 510 pessoas morreram atropeladas em 2013, no mesmo ano, em Nova York, nos Estados Unidos, foram 178 óbitos por atropelamento numa cidade com 8,5 milhões de habitantes. O número foi considerado inaceitável pelo Poder Público, que determinou a redução da velocidade permitida nas ruas para os automóveis. O máximo passou a ser 40 quilômetros por hora. A cidade quer zerar o seu número de mortes por atropelamentos em dez anos.
Não se pode admitir mais tantas mortes assim nas ruas. As atitudes precisam ser imediatas, com mais campanhas, mais conscientização, mudança de mentalidade e, finalmente, ação. Nas ruas, todos têm pressa e pouca consciência. O pedestre precisa saber que, em local onde há semáforo, é necessário observá-lo antes de seguir, e o condutor, por sua vez, ter respeito aos mais fracos acima de tudo. Ampliar a fiscalização, fazer cumprir as punições previstas e formar cidadãos mais conscientes estão entre as medidas imediatas. No entanto, muito será preciso fazer para atender a resolução de assembleia geral da ONU, que recomenda a redução de 50% das mortes no trânsito até o ano de 2020. Para isso, é preciso traçar e seguir metas e ter as responsabilidades bem definidas pelo Poder Público.











