RISCOS E DANOS
Pequenas questões, grandes riscos. Na edição de ontem, a Tribuna apontou os acidentes que ocorrem na passagem de nível perto do Museu Mariano Procópio, por conta de frestas na linha férrea cobertas pelas águas das chuvas, dando uma falsa impressão de correção a quem passa pelo local. Com frequência, motociclistas – como o jornal mostrou – são vítimas desse engodo e se acidentam. Até agora, os danos são de pequena monta, e os ferimentos, considerados leves, mas, se nada for feito, a situação tende a se agravar. E trata-se de algo de fácil solução.
O ponto mais crítico – e não é de hoje – é o da via que margeia o córrego que corta o Bairro Teixeiras e que leva ao Acesso Sul. Sem proteção lateral, é palco constante de acidentes. Como na passagem de nível, os danos têm sido materiais, mas não vale a pena apostar na sorte, sobretudo em se tratando de uma via de considerável volume de tráfego, inclusive de ônibus. Desde a sua concepção, carece de guarda-corpo, não apenas para proteger os pedestres, mas para evitar quedas sobre o córrego, ainda mais no trecho em curva considerado uma verdadeira armadilha. Uma simples distração vira acidente.
Como as metrópoles, Juiz de Fora também tem problemas pontuais que carecem de solução imediata, por envolverem risco coletivo. O caso de Teixeiras é de problema previsível, daí a necessidade de colocá-lo entre as prioridades, mesmo se reconhecendo a dificuldade de recursos enfrentada pelas prefeituras, fruto da queda dos repasses, como os do Fundo de Participação dos Municípios, dependente direto da arrecadação da União, ora também combalida pela fragilidade da economia.











