NOVA ELEIÇÃO
A nova política de Marina Silva, que durante boa parte da campanha soou como símbolo de mudança, atraindo a atenção do eleitor para quebrar a permanente polarização PT/PSDB, acabou ficando pelo caminho já a partir da segunda metade de setembro. A esperada ruptura não aconteceu, e o eleitor volta às urnas no dia 26 diante do mesmo cenário: petistas versus tucanos, como vem ocorrendo desde 1994. O segundo turno com Dilma Rousseff e Aécio Neves, a despeito de repetir a velha disputa, é uma nova eleição. Desde ontem, está em curso a busca por aliados, a começar pela representante do PSB, que, em 2010, ao também ficar em terceiro lugar, se manteve neutra.
De curta duração, a campanha do segundo turno, se for o espelho do que ocorreu na primeira etapa, será um jogo duro. Esse novo Fla-Flu, na avaliação dos analistas, será marcado por ataques nos quais nem sempre as regras serão respeitadas. Marina Silva não aguentou a pressão, viu seu prestígio despencar e foi retirada do jogo. Como vão atuar Dilma e Aécio agora? Essa questão é fundamental até para o eleitor, uma vez que não basta bater abaixo da linha da cintura para se conquistarem votos.
Temas como economia e corrupção voltam à cena, mas não se sabe de que forma. É possível avaliar ambos sob o viés propositivo para melhorar o país ou sob a ótica da desconstrução, que virou moda na disputa. A primeira versão é bem mais interessante, uma vez que a economia passa por turbulência, mas o emprego está garantido. A corrupção não olha para legendas. Se a Petrobras tornou-se um foco de negociatas, o sistema de transportes de São Paulo também. Nesse zero a zero, em vez de apontar o dedo, os candidatos devem – para o bem comum – apontar para soluções.











