COMO É QUE FICA?
O balanço da Petrobras, que ainda precisa de auditagem externa, tornou-se um problema para o Governo e também para os acionistas, pois não há certeza dos números. Enquanto isso, a discussão sobre o futuro da empresa se aprofunda em decorrência de tais incertezas. O resultado imediato é a queda do valor das ações, numa margem de 11%, na última quarta-feira. A questão, certamente, entrará na agenda política em razão dos discursos de outubro e do que ora se apresenta.
O problema, porém, não se esgota no que foi apresentado até agora, mas na sua repercussão no mercado e nas demais instâncias. A Petrobras, como âncora de uma série de investimentos, tem que se recuperar, pois, caso contrário, os danos serão bem mais amplos, inclusive nas contas do Governo, que dependem de maneira expressiva de sua maior estatal. Como números não aceitam desaforos, é fundamental dar total transparência aos dados e buscar, com vontade técnica e política, uma solução.
Como as crises são fonte para soluções, o momento é de repensar outras tantas ações que estão latentes. A economia, sendo estrutura básica até mesmo para a democracia, não pode ter solavancos permanentes, ainda mais quando são frutos de decisões suspeitas, forjadas no jogo de interesse ora desvendado pela operação “Lava jato”.
A legislatura a ser inaugurada na semana que vem tem papel estratégico nesse processo. O Congresso tem que sair do balcão de negócios que se estabeleceu para eleição da Mesa Diretora. O interesse maior está nas ruas, e não nos corredores da instituição em Brasília.











