Grande desafio
O fim do recesso parlamentar e a volta das atividades do Judiciário devem pautar a agenda em torno do escândalo da Petrobras. O ex-funcionário da Petrobras Paulo Roberto Costa já havia dito que vários políticos se beneficiaram do esquema da estatal e deu até os nomes para a Polícia Federal. Agora, em depoimento também aos agentes, o vice-presidente da Engevix – ora preso por envolvimento no caso – disse, por meio de seu advogado, que a corrupção levou à compra de políticos, mas acrescentou que Paulo Roberto, na verdade, em vez de vítima de coação, era autor da pressão sobre os empresários, tipo ou paga ou está fora do negócio.
Não há ingênuos nesse jogo, mas, enquanto a lista continua sob sigilo, a desconfiança se estende à classe política no aspecto geral e não a alguns, como se espera. A questão seguinte é o calibre desses envolvidos. Os primeiros ensaios apontam para pesos pesados do Parlamento, o que abre dúvida sobre o sucesso das investigações. Haverá meios de puni-los, ou somente os bagres serão alcançados?
O ministro Teori Zavascky, titular do caso, é um homem de poucas palavras mas de muita ação, porém, o problema não se esgota no STF. O Congresso, feitas todas as provas e com amplo direito de defesa, precisará tomar providências para tirar o mandato daqueles que descumpriram o decoro parlamentar. Como isso será feito é o grande desafio.











