Famílias terão que deixar casas invadidas

Só no Nova Germânia, são cinco invasões
As moradias do programa "Minha casa minha vida" que ainda não foram entregues têm sido alvo constante de invasões. Famílias inteiras mudam para os novos condomínios, na esperança de conseguirem uma habitação. A dona de casa L., 26 anos, é uma dessas pessoas. Há oito meses, ela foi despejada por não conseguir pagar o aluguel. Sem ter para onde ir e grávida de 8 meses, ela invadiu uma casa do loteamento Nova Germânia, na Cidade Alta, junto com o marido, 30, e dois filhos, 2 e 6 anos. A Caixa Econômica Federal pediu a reintegração de posse do imóvel, ganhando a ação na Justiça. Agora, a dona de casa tem 40 dias para sair do local. Só no Nova Germânia, cinco famílias se encontram nessa situação.
De acordo com a assessoria da Emcasa, muitas pessoas são sorteadas, mas desistem dos imóveis. Nestes casos, a habitação é passada para outra família cadastrada, que aguarda na fila. A Emcasa ainda ressalta que o fato de uma família invadir um imóvel não garante a ela o direito a ele, pois há outras pessoas na fila, esperando por uma casa.
A orientação da assessoria da Secretaria de Desenvolvimento Social é para que as pessoas que desejam uma unidade em programas habitacionais procurem o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo e façam seu cadastro. Uma equipe deve avaliar o perfil das famílias e encaminhá-las aos programas que melhor atendam suas necessidades.
L. informou que procurou o Cras. No entanto, segundo ela, o aluguel social que o centro oferece, no valor de R$ 150, não é suficiente para que a família consiga se manter em uma casa. "O auxílio vale por seis meses e ainda há uma fila de espera. O meu marido está desempregado, nos mantemos dos bicos que ele faz. Não posso viver com a insegurança de daqui a seis meses estar na rua novamente."








