Motoristas estacionam mais longe do Centro
O crescente número de veículos em circulação no Centro e os altos valores cobrados pelos estacionamentos privados são apontados como alguns dos fatores que determinam uma nova rotina no trânsito: os motoristas têm estacionado cada vez mais longe da área Central. A Settra avalia que a ampliação da Área Azul é uma alternativa para que mais veículos possam estacionar no Centro nos horários mais movimentados do comércio. Já é certo que ruas como Floriano Peixoto e Pasteur, na região Central, e São Mateus e Padre Café, no Bairro São Mateus, passarão a integrar a área dos estacionamentos rotativos pagos, apesar de não haver previsão para que as novas vagas sejam delimitadas.
Na Rua Ângelo Falci, via que liga as ruas da Bahia e Francisco Bernardino, na região Central, uma fileira de carros é encontrada embaixo do Viaduto Augusto Franco. Mesmo cenário visto, em horário comercial, nas ruas Professor Osvaldo Velloso, esquina com a Benjamin Constant, e José Calil Ahouagi, próximo ao Corpo de Bombeiros.
O enfermeiro Aislany Vasconcelos, 33 anos, optou por estacionar o carro na Rua Antônio Dias, próximo à Barão de Santa Helena, Bairro Granbery, e caminhar até a Rua Halfeld, no Centro. "Sempre estaciono mais longe (do Centro), porque é muito difícil achar uma vaga, mesmo com a Área Azul." E a ideia de que o local, em breve, fará parte do estacionamento rotativo não agrada ao enfermeiro. "Não acho que deveria ser Área Azul. É muito longe do Centro", argumenta. Já o estudante Mauro Moreira, 21, que estaciona diariamente na Antônio Dias, avalia que a ampliação da Área Azul pode trazer benefícios. "Apesar de preferir que não fosse rotativo pago, pode ser bom pela segurança." Porém, quando precisa ir ao Centro, o estudante não vê alternativas. "Não tem jeito. Sempre pago estacionamento", lamenta.
Ampliação
Existem, hoje, 867 vagas de estacionamento rotativo pago na região Central e no Bairro Manoel Honório. O tempo de permanência permitido é 90 minutos e custa R$ 1. São vendidos, segundo a Settra, 80 mil a 90 mil tíquetes por mês. Da verba arrecadada, 22,6% vão para a Prefeitura, que reverte o valor no setor de transportes, e o restante (77,4%) fica com a empresa que administra o estacionamento rotativo, responsável pelo pagamento dos funcionários.
Mais 658 vagas serão criadas no Centro e no Bairro São Mateus, e, por serem localizadas em ruas mais afastadas da área Central, será permitido permanecer estacionado por 120 minutos. Nas ruas do Centro – Barão de Cataguases, Benjamin Constant, São Sebastião, Pasteur, Oswaldo Cruz, Floriano Peixoto, Constantino Paleta, Batista de Oliveira e Antônio Dias – serão criadas mais 461 vagas. Já no Bairro São Mateus – São Mateus, Doutor Romualdo, Padre Café, Chanceler Oswaldo Aranha e Manoel Bernardino – mais 197 locais serão delimitados.
Números do trânsito
Mais de 189.530 veículos circulam por Juiz de Fora, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). O último Censo do IBGE apontou que a cidade tem, hoje, 517.872 habitantes. Logo, para cada três juiz-foranos, há um veículo emplacado na cidade.
Segundo a Secretaria de Atividades Urbanas, 94 estacionamentos possuem permissão para funcionar no município. A fração de 15 minutos custa, em média, R$ 1. Assim, ficar 90 minutos estacionado em um local privado, tempo máximo de permanência na Área Azul, significa pagar, aproximadamente, R$ 6. Deixar o carro em um estacionamento pago, durante uma jornada de trabalho de oito horas, custaria, ao trabalhador, R$ 32 por dia. As diárias podem ser negociadas nos estabelecimentos, mas não custam menos de R$ 16.








