Prefeitura faz obra de proteção em encosta do Linhares

Sistema de água e esgoto teria sido implantado em 1992
Equipes da Defesa Civil e da Cesama voltaram nesta terça-feira (20) ao local onde parte de um barranco desabou e matou duas jovens que dormiam em uma das casas atingidas, no Linhares, Zona Leste. Conforme o engenheiro da Defesa Civil, Adão Sebastião da Rocha Elps, os funcionários deram continuidade ao serviço de proteção da encosta iniciado após o acidente, colocando lona na porção de terra. As quatro casas afetadas permanecem interditadas mas, conforme o engenheiro, não há necessidade de impedir o acesso à residência que fica acima do barranco. "Fizemos a vistoria do local e não há rachaduras, trincas ou instabilidade." A partir de desta quarta (21), o serviço de remoção dos entulhos das áreas atingidas será intensificado.
Para o morador do imóvel, Roberto dos Passos Pereira, a insegurança já passou. "Me garantiram que não tem perigo em continuar aqui. O único problema, por enquanto, é continuar sem água." O fornecimento foi cortado em sete casas da região no domingo, e ainda não há previsão para restabelecimento. Segundo a Cesama, técnicos da companhia e um especialista contratado fizeram uma inspeção na área.
Levantamentos iniciais indicam que o sistema de água e esgoto está implantado desde 1992, não apresentando problemas desde então. Ainda conforme a empresa, a equipe busca avaliar se o acidente foi provocado por vazamento de água ou se o rompimento da tubulação ocorreu devido à movimentação do terreno. A companhia também declarou que, no dia do acidente, a primeira ligação registrada no sistema foi de uma moradora, às 6h55, e uma equipe foi imediatamente deslocada para o Linhares depois disso.
Entretanto, o deslizamento ocorreu antes da chegada da unidade ao local. Já a Defesa Civil informou que projetos de intervenção efetiva na área só serão estudados após a divulgação do laudo da perícia, que ainda não tem data prevista.








