PM chega a grupo suspeito de assaltos no Bairro São Pedro

Com grupo foram encontradas armas e toucas ninja
A Polícia Militar (PM), em uma megaoperação desencadeada ontem de manhã, prendeu quatro homens no Bairro Jardim Casablanca. Além disso, um menor e uma mulher foram conduzidos à 1ª Delegacia Regional para prestar esclarecimentos, mediante suspeita de ligação com o grupo. O bando é suspeito de ser responsável por uma série de crimes contra o patrimônio em Juiz de Fora, em especial assaltos a estabelecimentos comerciais nos bairros Cidade do Sol, na Zona Norte, e São Pedro, na Cidade Alta. Com eles, foram encontrados duas armas de fogo e toucas ninja.
Munidos de três mandados de busca, 16 policiais da 99ª Companhia do 27º Batalhão da PM, em quatro viaturas, chegaram ao bairro por volta das 6h30. Durante três horas, a equipe, sob o comando do sargento William Peçanha, percorreu três alvos, localizando os suspeitos. Segundo o sargento, é possível fazer uma ligação deste grupo com, pelo menos, seis crimes praticados nos últimos 15 dias. As ações seriam desencadeadas a partir do Bairro Jardim Casablanca.
De acordo com Peçanha, um dos suspeitos de participar dessa facção criminosa está preso, e um irmão dele estaria gerenciando o movimento de drogas no bairro. Com o objetivo de financiar a defesa do detento e angariar recursos para pagar a sua fiança, jovens da localidade, com dívidas junto aos traficantes, teriam sido mobilizados para contribuir com favores para o tráfico, promovendo crimes contra o patrimônio.
Peçanha comenta que, em uma residência, foi encontrada uma carta do homem preso ao irmão, com orientações neste sentido. O irmão está entre os que foram detidos ontem. "A importância dessa ação é cessar potencialmente os crimes contra o patrimônio, que vinham ocorrendo na localidade."
Padaria
Conforme o tenente Luciano Fontainha, no grupo estão os suspeitos do assalto a uma padaria na Rua José Lourenço, no Bairro São Pedro, na última quarta-feira. O estabelecimento, segundo os proprietários, teria sido alvo de bandidos cinco vezes em cinco meses de funcionamento. A padaria chegou a ser fechada no dia seguinte à última ação, em função do temor das vítimas.
Além do dono da padaria, vítimas de outros assaltos teriam reconhecido suspeitos e armas, segundo o tenente. Conforme Fontainha, a prática de crimes em outras áreas, tendo por base o mesmo modo de operação, motivou o trabalho de apuração, inclusive com o confronto de boletins de ocorrência. "A operação dá resposta a esses fatos ocorridos."
Os suspeitos foram levados para delegacia e ouvidos pela delegada de plantão. Os quatro homens foram conduzidos para o Ceresp.









