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Mais prazo para motoboys em JF


Por Tribuna

14/07/2011 às 07h00

A cobrança de algumas exigências previstas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que impactam os serviços de motoentrega em todo o país teve prazo estendido em Juiz de Fora, a fim de que profissionais da categoria tenham tempo para se adequar às novas medidas. Durante reunião realizada, na tarde de ontem, na sede da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, representantes da Associação de Empresas de Motoentrega de Juiz de Fora (Asem-JF), a chefe da Ciretran, delegada Cristiane Maciel, o comandante do Pelotão de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar, tenente Jean Michel Amaral, e o titular da Settra, Marcio Gomes Bastos, decidiram que só parte do que é exigido pela Resolução 350 passe a ser cobrado a partir do dia 2 de agosto.

Nesta data, os profissionais em serviço já deverão apresentar comprovante de agendamento no curso obrigatório especializado para condutores de motofrete promovido pelo Sest-Senat, antena de proteção corta fio anexado ao guidom da motocicleta, dispositivo de proteção para pernas, baú e capacete com fita refletiva. Também passarão a ser vistoriados itens como idade obrigatória para o motofretista acima de 21 anos e ter mais de dois anos de experiência na categoria A.

Para a segunda etapa das cobranças, que passa a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2012, estão a inclusão na carteira de habilitação de atividade remunerada, comprovante de participação no curso do Sest-Senat, placa vermelha e colete refletivo. Este último, segundo a Asem-JF, não está sendo encontrado para aquisição no comércio da cidade, o que provocou a extensão do prazo para sua exigência. De acordo com o tenente Jean Michel Amaral, também a partir de 1º de janeiro do próximo ano, os entregadores de gás e água terão que se ajustar às medidas previstas pela Resolução 356. Gás e água transportados em motocicleta devem ser levados em um dispositivo, como uma carretinha, que vai na lateral ou atrás do veículo. Como este ajustamento demanda tempo de aquisição, e as empresas terão que se adequar ao transporte deste material, foi deliberado mais prazo para a cobrança. Para a presidente da Asem-JF, Maza Dias, os novos prazos satisfazem as demandas da categoria. Teremos condições de nos adequarmos às exigências da lei, visto que certos equipamentos, como o colete, estão em falta no mercado.