Polícia Civil vai ouvir mais presos em caso de advogado
A Polícia Civil continua investigando o caso do advogado, 35 anos, preso ontem, quinta-feira (2), por suspeita de ter levado ao Ceresp um celular, com carregador e seis porções de maconha que, supostamente, seriam entregues a um detento cliente dele. De acordo com a delegada responsável pelo inquérito, Sheila Oliveira, os presos que passaram pelo parlatório durante o período em que o suspeito e outro advogado estavam no local, serão intimados a prestar declarações. A policia também vai solicitar uma perícia fotográfica no cômodo e, talvez, uma reconstituição do caso.
"O advogado negou os fatos. No entanto, um dos agentes disse ter visto ele jogar algo na lixeira do parlatório e, após verificar, encontrou os materiais. Um preso que trabalha na faxina externa também relatou ter sido orientado por ele (suspeito) a retirar do lixo os objetos e entregar a outro interno, que estava na cela e seria cliente dele", disse a delegada. Segundo ela, depois de ter sido autuado em flagrante por tráfico de drogas na noite de quinta, o advogado foi encaminhado ao Ceresp, com recomendação de ficar em sala especial.
A suposta entrega de celulares e drogas na cadeia já estava sendo investigada pelo Serviço de Inteligência do Ceresp. A 4ª Subseção da OAB/Juiz de Fora informou que, se ficar comprovada a participação do suspeito, será instaurado procedimento administrativo pelo Conselho de Ética.








