Região Sul de JF foi a mais atingida por tempestade

Queda de barreiras prejudicou Estrada União e Indústria
Dezoito ocorrências foram registradas pela Defesa Civil em razão da tempestade que atingiu a cidade na noite de sexta-feira (22). Entre os registros, ameaças de desabamento de muro de contenção, inundações, infiltrações, ameaça de deslizamento de talude e escorregamento de terra. Conforme a assessoria do órgão, a Zona Sul foi a região mais atingida, com 12 registros, e o principal bairro afetado foi Santa Luzia, com cinco incidências. Na Rua Nicolau Westerman, um garoto ficou preso em uma residência após o deslizamento de barranco, próximo à entrada do imóvel. Os bombeiros foram acionados, mas a Defesa Civil não foi notificada da ocorrência. Ainda na Zona Sul, o acesso ao Graminha ficou impedido na noite de sexta após a queda de encostas na Rua Joaquim Vicente Guedes. Na manhã deste sábado, bombeiros e servidores da Secretaria de Obras fizeram a limpeza do local, liberando o tráfego.
A segunda região mais afetada foi a Sudeste, com três ocorrências. A queda de barreiras deixou a Estrada União e Indústria, entre os bairros Vila Ideal e Graminha, em meia pista durante duas horas. A lama ainda deixava a estrada perigosa neste sábado pela manhã. A Defesa Civil informou que as outras duas ocorrências foram registradas nas regiões Oeste (Cidade Alta) e Norte. Também houve um registro na Zona Leste, onde uma casa foi interditada no Bairro Linhares.
A residência que está com a estrutura comprometida fica na Rua do Boto. De acordo com a assessoria da Defesa Civil, uma equipe esteve no local e precisou fazer a interdição para que haja a estabilização do talude. Apesar de a moradia afetada ficar na Rua do Boto, o deslizamento do barranco atingiu também a Rua Diva Garcia, próximo ao número 3.293. Até a tarde de sábado, ainda havia barro na via, e os próprios moradores tiveram que desobstruir a passagem. Segundo moradores, o problema começou com o temporal do dia 5 do mês passado, quando grande parte de terra veio abaixo, destruindo o muro de várias casas e enchendo a rua de barro. "Isso aqui parece uma cachoeira quando chove", ressalta um morador, o aposentado Gilson de Mattos.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia, na noite de sexta-feira, em menos de duas horas, choveu 35,8 milímetros, volume que caracteriza a precipitação como "forte". Naquele mesmo momento, os ventos chegaram a 48,6 quilômetros por hora, segundo a estação automática do Inmet, instalada no Campus da UFJF.









