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Rede quer dinamizar assistência hospitalar na urgência e emergência


Por Tribuna

28/09/2013 às 07h00

Com o objetivo de solucionar a crise vivenciada hoje pela urgência e emergência em Juiz de Fora e em outros 93 municípios da região, o Estado está dando continuidade às oficinas para a implantação da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Sudeste, que contará com o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Sudeste (Cisdeste). A terceira oficina do programa foi realizada nessa sexta-feira (28), na cidade, com a presença do secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge Souza Marques, o ex-secretário e deputado federal Marcus Pestana (PSDB) e o secretário de Saúde do município, José Laerte Barbosa, além de prefeitos e profissionais de saúde da região. A proposta, considerada inovadora, pretende dinamizar o sistema e encaminhar pacientes para hospitais referenciados em diversas especialidades, garantindo, assim, maior resolutividade no atendimento. Para viabilizar a criação da rede serão destinados mais de R$ 42 milhões aos hospitais da macrorregião e outros R$ 50 milhões anuais com o pagamento de incentivos.

Será uma mudança extraordinária. Hoje a capacidade resolutiva da região é muito baixa. Nós temos um sistema de saúde fragmentado, que não se comunica, sem nenhuma visão de rede, sem recorte regional. A consequência disso é que os pontos de atenção não têm as suas responsabilidades definidas, havendo sobrecarga normalmente no município polo. Com a municipalização da saúde era como se o cidadão de Juiz de Fora fosse de uma categoria e o de Lima Duarte outra. Aqui tem Samu, lá não tem, aqui tem acesso a UTI e lá não tem. Para esse cidadão vir para uma UTI de Juiz de Fora dependia da Secretaria de Saúde daqui. Agora nós temos uma governança que não é de Juiz de Fora, mas de um ente regional. Isso é uma grande inovação em termos de gestão pública. O mais importante são os investimentos que qualificam a rede, que qualificam as portas, cofinanciam os hospitais para que eles mantenham seus plantões de referência, explicou Antônio Jorge.

O ex-secretário de Saúde estadual, Marcus Pestana, afirma que a rede vai permitir encaminhar o paciente certo, para o local certo, no tempo certo. Antes a concepção clássica era encaminhar o paciente para o hospital mais próximo ou para o da maior cidade da região. Isso vai mudar, pois os pacientes serão levados para os hospitais de referência. Em Juiz de Fora, por exemplo, a Santa Casa e o João Felício vão dividir o papel de atendimento a cardiologia. Já o Hospital Maternidade Therezinha de Jesus está se adequando para atender ao politraumatizado, devendo receber cerca de R$ 6 milhões de investimentos. Além disso, a rede contará com 40 ambulâncias do Samu dispostas em 27 bases de Juiz de Fora e região.

A principal mudança e a que talvez tenha mais impacto na sobrevida das pessoas é que agora nós teremos os hospitais vocacionados para o atendimento das urgências. Hoje o único que atende toda a urgência da cidade é o HPS. Com a implantação da rede, além de o nosso hospital próprio, contaremos com a maternidade, com a Santa Casa e com o João Felício, o que dará muito mais presteza no salvamento de vidas, aposta José Laerte.

Segundo Antônio Jorge, a expectativa é que o complexo regulatório que está sendo construído em Juiz de Fora seja concluído até janeiro. A ideia é que a rede de urgência e emergência comece a funcionar no primeiro semestre de 2014.