Demolição é adiada, mas pode acontecer no feriado
A demolição do prédio de sete andares onde funcionava o Castelo da Borracha, na Avenida Getúlio Vargas, foi adiada. A previsão da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) era de que o serviço fosse executado hoje, o que não vai acontecer porque, conforme a assessoria da pasta, o proprietário do imóvel não fez a comunicação da demolição com 24 horas de antecedência. O prazo é necessário para que os serviços públicos possam tomar as medidas necessárias para garantir segurança à população. A construção teve a estrutura danificada por um incêndio que começou na loja Tete Festas, na Rua Floriano Peixoto, no último dia 24. Conforme a SAU, é possível que a edificação seja demolida durante o feriado prolongado da Proclamação da República, desde que o dono do imóvel informe a PJF antecipadamente.
Ainda conforme a pasta, o responsável pelo edifício foi notificado de que teria até hoje para comunicar ao Executivo municipal a data e o horário em que o serviço será executado. Caso isto não ocorra, ele estará sujeito a multa, cujo valor ainda não foi estabelecido. A secretaria destacou que a infração é considerada grave, mas, neste caso, pode "haver flexibilidade na aplicação da penalidade". A avaliação da SAU é de que a demolição pode ser realizada em apenas um dia, no entanto, ainda não há informações sobre a forma como o trabalho será executado. Como a estrutura do edifício está fragilizada, o piso terá que ser reforçado para suportar o peso das máquinas que forem utilizadas no procedimento.
A primeira avaliação da Subsecretaria de Defesa Civil foi de que o imóvel poderia ser parcialmente demolido, já que somente a parte posterior estaria comprometida. Contudo, em nova vistoria, realizada pela equipe da pasta e por engenheiros contratados pelo dono do imóvel, foi detectado um processo progressivo de comprometimento das estruturas, o que exige a derrubada total. Já a demolição do edifício de cindo andares, onde funcionava o Hotel Nacional, também danificado no incêndio, ainda não tem data para acontecer, mas deve ser realizada imediatamente depois de o prédio de sete andares ir ao chão.
Fumaça continua
Apesar de não haver mais risco de o fogo disseminar novamente, ainda há fumaça no prédio do Castelo da Borracha, o que incomoda comerciantes e moradores da região. "Passo ali perto diariamente, e o cheiro de queimado é forte, os olhos chegam a arder em alguns momentos. É um absurdo ainda sair fumaça lá de dentro tanto tempo depois do incêndio", diz a estudante Paula Faria de Souza. O comerciante Ricardo da Silva Cruz , dono de um estúdio de fotografia ao lado do imóvel prestes a ser demolido, reclama do mal-estar causado pelo cheiro que vem dos destroços. "Dá dor de cabeça e tonturas, porque aqui é muito perto e o cheiro é muito forte. Tenho que trabalhar com as portas fechadas para não impregnar a loja."
O comerciante Carlos Alberto Dias já começou a retirar produtos de seu estabelecimento, que fica ao lado da Tete Festa, na Floriano. "A parte de trás da loja fica próxima ao Castelo da Borracha, e tenho medo de que, durante a demolição, parte dos destroços atinjam meu imóvel. Os bombeiros me garantiram que não há perigo, mas resolvi colocar tudo em outro lugar, por precaução."








